5 às 5ªs – Aprendendo mais sobre Política
por Ragner
em 19/03/15

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Aproveitando o ensejo de toda a comoção nacional, estruturada por essas manifestações ocorridas tanto no dia 13 quanto no dia 15, listo aqui alguns livros que já foram resenhados, livros que tratam de política, que poderiam muito bem constar em uma biblioteca sobre assuntos referentes ao que está acontecendo atualmente, livros resenhados pela Patrícia e pelo Gabriel. Alguns são bem diretos, outros abrangem momentos e situações bradadas durante o percurso realizado por tanta gente e há até livro que discursa sobre esquerda e direita. Que tal uma viagem que pode muito bem ajudar a entender toda essa movimentação que divide ou deixa o Brasil mais efervescente?

1 – A Ditadura Envergonhada – Elio Gaspari: “O primeiro livro da célebre série de Elio Gaspari sobre a Ditadura estava sentado na minha estante há bastante tempo. Talvez pelo tamanho, talvez pelo assunto, eu tenha evitado ler a obra até agora. Continuando com o mês de resenhas sobre a Ditadura, decidi que já era hora de colocar Gaspari em atividade. Lendo a Introdução, percebi rapidamente que havia feito a escolha certa. Em essência, essa frase diz muito sobre o que o leitor encontrará nas páginas: “O objetivo desta obra é contar porque e como Geisel e Golbery, dois militares que estiveram na origem da conspiração de 1964 e no centro do primeiro governo constituído após sua vitória, retornaram ao poder dez anos depois, com o propósito de desmontar a ditadura.”

2 – A Desobediência Civil – Henry Troreau: “Thoreau expõe no ensaio suas ideias sobre uma sociedade justa e sobre como o indivíduo deve se portar perante a sociedade quando deseja torna-la o mais justa possível. Explica, por exemplo, que as maiorias tendem a mandar, por serem mais fortes; a proteção das minorias seria, portanto, papel do Estado e do Governo. Ao longo do texto, diversos pontos se destacam pela sua ironia e percepção, deixando claro o quanto a obra permanece atual: o autor diz que “existem 999 patronos da virtude para cada 1 virtuoso”. Podemos dizer, em termos gerais, que centenas de pessoas estão prontas para criticar alguém que não se move para melhorar as coisas, mas apenas poucos realmente se movem. Um dos pontos que ele mais destaca é a necessidade de “não se prestar ao mal que condenas”; ele parte do princípio de que o homem não precisa fazer tudo que lhe é possível em uma vida, mas precisa fazer algo. Se precisa fazer algo, deveria ser algo para o bem.”

3 – Cartas A Um Jovem Contestador – Christopher Hitchens: “Em um mundo em que opiniões no Facebook são fundamentadas por 1-2 páginas de internet (e, às vezes, de fontes duvidosas), ler Hitchens é como um banho de água gelada. 2014 foi um ano interessante de acompanhar para quem gosta de debates políticos como eu. Ver que a internet se tornou um reduto tão intenso de pessoas que acompanhavam notícias políticas e formavam sua opinião quase sem embasamento nenhum foi um pouco triste (e olha que nem estou falando dos comentaristas de portais). Tive aulas de Ciências Políticas na faculdade e lembro que a professora sempre falava algo que até hoje considero importante – temos que aprender a questionar. E isso significa não apenas entender o que lemos, mas onde lemos, qual a fonte, qual a base daquela notícia, qual o viés. Aprender significa não ler apenas uma vez e imediatamente postar no Facebook com hashtags genéricas. Aprender significa pesquisar, ler mais, se interessar mais do que aqueles minutos que você perdeu lendo uma notícia de 3 parágrafos.”

4 – Suicídio Revolucionário – Claudinei Cássio de Rezende: “O debate entre direita e esquerda é algo que hoje me parece um tanto quanto nublado. Apesar de a maioria dos partidos vigentes auto-intitularem-se de esquerda, é de se duvidar que não tenhamos mais direita. A verdade é que essas denominações andam cada vez mais difíceis e complicadas de explicar. Aliás, um artigo muito bom que ajuda e elucidar um pouco o caso é esse aqui. Na época da Ditadura, a distinção entre os opostos era clara. A direita assumiu o poder na figura dos militares e a esquerda tornou-se a resistência ao sistema imposto na época.”

5 – O Capital Do Século XXI – Thomas Piketty: “Sou um entusiasta da Economia e da Política e tento consumir todo o conhecimento possível nestas áreas. Fui informado da existência do livro de Thomas Pikketty pelas mais diversas fontes, ao longo de todo o espectro político e de todas as posições e níveis de conhecimento sobre política econômica. Me chamou a atenção esta fama tão plural que o livro alcançou… Thomas Pikketty é um economista francês. Sua proposta neste livro é analisar a evolução do dinheiro até onde os dados históricos permitirem, tirando daí importantes conclusões sobre a desigualdade e possíveis ações corretivas (ou pelo menos de mitigação) em relação à sua evolução.”

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