5 às 5as – Literatura Nacional – Os preferidos contemporâneos
por Patricia
em 12/06/14

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Já que o tema é literatura nacional nesse mês, vou deixar para vocês uma lista fofa de livros nacionais que estão na minha lista de preferidos/adorados. Pessoalmente, esse mês tem sido incrível para descobrir compatriotas contemporâneos que eu não conhecia e que merecem um espaço não só na minha lista de leitura, como também na estante. Tenho tentado muito ser mais criteriosa quanto aos livros que ganham status de “ficar na estante depois de lido” e, definitivamente, sinto falta de mais autores brasileiros.

Enquanto posso dizer com segurança que Machado de Assis é meu autor brasileiro preferido, fico extremamente feliz de poder citar aqui livros de 5 autores contemporâneos que renovaram minha esperança nas obras tupiniquins. Um S2 enorme para eles.

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1 – A cabeça do Santo – Socorro Acioly: Se Machado de Assis é meu autor nacional preferido, Garcia Márquez é meu autor preferido do universo. Apesar dele ser o precursor de um estilo literário – o realismo mágico – sinto que é difícil encontrar o ‘clima’ dos livros dele em outros autores. Não que seja impossível, mas ser influenciado é diferente de copiar descaradamente. Quando tive a oportunidade de ler A cabeça do Santo de Acioly (resenhei o livro para o Murmúrios Pessoais), senti toda a influência de Gabo, sem nenhuma sensação de cópia escarrada. O livro me deu dois prazeres: o primeiro de ler algo tão incrível e segundo de ler algo tão incrível que saiu daqui mesmo, do Brasil Varonil. O fato de que Acioly é mulher, só me dá aquele gostinho a mais de orgulho.

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2 – Alta ajuda – Francisco Bosco: Eu adoro crônicas e um dos meus cronistas preferidos é Fernando Sabino. Já falei várias vezes que leio Sabino como quem marca cervejas no bar com um velho amigo para jogar conversa fora. Não conhecia ainda um cronista atual que me desse a mesma sensação. Claro, os jornais têm vários, de vários estilos etc e tal, mas demorei a achar um que me apetecia quando lia várias crônicas em sequência. Quando encontrei o livro de Bosco, uma luz no fim do túnel surgiu. O cara é bom! E é bom em um nível bem alto e exigente. Vale a pena conferir.

Contos de Meigan

3 – Contos de Meigan – Roberta Spindler e Oriana Comensanha: Esse foi mais um caso de “adoro livros de fantasia, não conheço muitos autores brasileiros que escrevam fantasia”. Mas quando encontrei Contos de Meigan, novamente me veio aquela sensação de ter achado algo incrível bem aqui na esquina de casa. Não é só que o livro é envolvente e o enredo é bem construído, é que são mais de 600 páginas que você lê como se fossem 10. Entretém, envolve e ainda deixa uma vontade de ler mais. E, mais uma vez, dua mulheres capitaneando um lindo projeto. De maneira independente.

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4 – Estação Carandiru – Drauzio Varela: Esse é um livro que já apareceu em várias listas aqui no Poderoso e com bom motivo. Li esse livro quando estava começando a faculdade e o impacto foi tremendo. Eu que não entendia nada do sistema prisional brasileiro e estava começando a entender questões raciais, as bases do crime e tudo o mais com aulas incríveis, não pude deixar de sentir-me grata a Varela por ter me apresentado essa pérola. Na falta de um Michael Moore com documentários no estilo “tapa na cara”, que tenhamos, ao menos, um autor que fala as verdades como elas são. Doa a quem doer.

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5 – Carmen – Ruy Castro: Eu sou fã de biografias apesar de saber que nem todo mundo gosta. Já falei sobre isso mais de uma vez aqui. Quando li Carmen, eu nem sabia muito bem o que esperar porque nasci bem depois de sua morte. Eu conhecia apenas o mito e, ainda assim, bem pouco. Ruy Castro tem uma maneira incrível de escrever sobre mitos baseados em pessoas reais. Eu devorei o livro em poucos dias e entrou na miha lista de preferidos. Enquanto isso, eu procurava marchinhas de carnaval de Carmen Miranda. Ele conseguiu o mesmo efeito com a biografia de Garrincha que li recentemente (resenha deve sair mês que vem).

Postado em: Resenhas

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