5 às 5as – Livros de guerra (ficção)
por Patricia
em 17/01/13

Mais um 5 às 5as para falar de um gênero literário que eu gosto muito – livros de guerra! É verdade que guerra nunca é algo bom. Mas é inegável que alguns autores se superam em usar esses conflitos como pano de fundo para algumas das melhores histórias. Bora para a lista:

1 – Queda de gigantes – Ken Follet: Oh, meu Deus! 900 páginas que você lê como se fossem 15. E ainda quer mais. A originalidade da história e a forma como Ken Follet a apresenta é fantástico. Esse é o primeiro volume de uma trilogia (O Século) e seguimos as histórias de 5 família na Primeira Guerra Mundial e na Revolução Russa – a maneira como as histórias se entrelaçam com fatos históricos é inteligente e percebe-se o quanto o autor fez seu dever de casa e estudou a história como deveria. O livro é uma aula de história mas com a perspectiva das pessoas simples que sofreram os impactos – muitas vezes catastróficos – das decisões de seus respectivos Governos.

2 – Inverno do mundo – Ken Follet: É a sequência de Queda de Gigantes. Nesse livro – que trata da 2a Guerra Mundial e da Guerra Espanhola, acompanhamos os filhos das famílias que conhecemos no primeiro livro e como as lições da 1a Guerra NÃO foram aprendidas muito bem por todos. Se pensarmos (e isso foi algo que nunca tinha passado pelo minha cabeça), as famílias que viveram a 1a e a 2a Guerra guerra em vida, viram dois dos piores momentos da humanidade e ainda estariam vivas para ver mais: A Guerra Fria e a Guerra do Vietnã serão abordadas no 3o livro com os descendentes das famílias que já conhecemos. O Século XX foi sangrento e Ken Follett prova que há, sim, muito ainda o que se dizer sobre o assunto.

3 – Os Deuses Vencidos – Irwin Shaw: O livro tem como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial e apresenta três soldados com perspectivas diferentes da mesma guerra: um americano, um alemão e um judeu. Não há julgamentos sobre o quanto o nazismo é bom ou ruim, isso fica para o leitor interpretar. Não só isso, como Shaw apresenta o preconceito dentro do próprio exército norte-americana através de uma Companhia que permite que o soldado judeu seja humilhado e surrado constantemente (alguns soldados norte-americanos culpam os judeus pela guerra). Mais um livro que indico por focar nas pessoas simples – dessa vez pessoas simples que fazem a guerra e não apenas fogem dela. Virou filme em 1958 com Marlon Brando e Dean Martin. Encerro o caso.

4 – A menina que roubava livros – Marcus Zusak:  Originalíssimo e impactante. A menina que roubava livros também se passa na Segunda Guerra Mundial mas é narrado pela morte. A morte nos conta a história de Liesel Meminger que rouba livros para poder aprender tudo aquilo que ninguém quer lhe ensinar – mas só aprende a ler depois que seu pai adotiva a ensina. A Morte acaba se compadecendo da menina e segue sua história que nos é contada quase como poesia com uma linguagem leve que nos mostra que talvez a Morte seja mesmo a mais misericordiósa de todas as necessidades humanas.

5 – O menino do pijama listrado – John Boyne: separe seus lencinhos. A história também se passa na Segunda Guerra Mundial mas dessa vez conhecemos apenas uma família alemã. O pai do pequeno Bruno é responsável por um campo de concentração e Bruno – sozinho e sem amigos. Aos poucos, Bruno descobre que do outro lado da cerca que ele enxerga de seu quarto, moram pessoas que passam o dia de pijama listrado. Ele passa, então, a explorar o ambiente e acaba conhecendo um menino de idade aproximada da sua mas que vive do outro lado da cerca – e se tornam amigos (mais uma vez fica provado que são os adultos que estragam o mundo…). A realidade do que esses meninos vivem vai se desenrolando aos poucos e o final é intenso e quase desumano – tal qual guerras normalmente são.

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