5 às 5as – Livros para cinéfilos
por Bruno Lisboa
em 12/03/15

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Como já confessei por aqui, uma das minhas paixões é a sétima arte. Como quase todo entusiasta da cinefilia livros sobre cinema se acumulam nas prateleiras para serem lidos num futuro breve. Como hoje é dia de lista, eis cinco obras que estão no seleto hall de leituras para 2015:

1 – A utopia no cinema brasileiro: escrito por Lúcia Nagib, o livro disseca parte da história do cinema nacional. Nesta obra a autora opta por traçar seu olhar a partir do cinema novo de Glauber Rocha (Deus e o diabo na terra do sol e Terra em transe) para em seguida saltar para os anos 90, período da chamada retoma. Neste entremeio Nagib discute quais foram as matrizes do nascimento da nossa identidade cinematográfica e sua continuidade décadas depois, perfilando com destreza análises sobre filmes como “Central do Brasil”, “Cidade de Deus”, “O invasor” entre outros.

2 – Truffaut / Hitchcock – entrevistas: literalmente o encontro do criador e criatura. Em livro compila as entrevistas feitas por François Truffaut, finado diretor francês, com o gênio Alfred Hitchcock. Recheado de momentos antológicos, a conversa trouxe à tona mínimos detalhes de toda a filmografia do mestre do suspense, que respondeu a tudo de bom grado, num dos encontros mais marcantes da história do cinema.

3 – Uma viagem pessoal cinema americano: mais do que um dos maiores diretores de todos os tempos Scorsese é um grande estudante da história do cinema. Nesta obra, que também virou documentário, o diretor faz um painel detalhado da história do cinema americano, elencando suas predileções quanto aos mais variados gêneros fílmicos e diretores. Uma autêntica e monumental aula.

4 – Cinefilia: a cinefilia foi à nomenclatura dada ao grupo de pessoas que começaram, a partir da década de 40, a perceber que o cinema era mais do que mero entretimento. No livro, o autor Antoine de Baecque analisa o perfil desta geração de admiradores da sétima arte, tendo como suprassumo os primórdios das primeiras publicações sobre cinema com enfoque artístico. São exemplos desta época a Cahiers du cinema e a Positif, revistas francesas que tinha como críticos os jovens François Truffaut, Jean-Luc Godard, André Bazin entre tantos outros, que tempos fundariam o movimento da Nouvelle Vague .

5 – John Cassavetes: tido como um dos mais revolucionários cineastas de seu tempo, John Cassavetes fez com seu cinema alcançasse ares artísticos com alto teor experimental.  O livro de Thierry Jousse esmiúça com primor todos os detalhes do diretor, partindo da relação de Cassavetes com o teatro, sua carreira como ator hollywoodiano e, principalmente, o lado realizador. Entrevistas com Ben Gazarra, Seymor Cassel e Al Ruban (atores recorrentes de seus filmes) fecham o pacote desta obra que é uma justa homenagem a um dos diretores mais influentes de todos os tempos.

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