5 às 5as – Livros que abandonei
por Patricia
em 01/08/13

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Abandonar a leitura de um livro é algo que faço com certa dor no coração. Fico me perguntando se eu devo dar outra chance, se talvez eu ler o livro mais para frente, eu pense de outra forma e esse monte de coisa que a gente diz para se auto enganar. A verdade é que se não consigo terminar um livro…não termino. E nem pensado mais nele até alguém solicitá-lo no skoob ou algo do tipo. Então vou listar para vocês 5 livros que abandonei sem pensar duas vezes e que não tenho vontade de ver nem pintados de ouro (pelo menos por enquanto):

Os livros não estão organizados em nenhuma ordem particular.

1 – Os catadores de conchas – Rosamunde Pilcher: Não consegui me conectar com Penelope. O livro segue sua vida e seu cotidiano básico e tem poucas reviravoltas. Cheguei até a metade, me arrastando. A leitura não decolou e foi minha primeira experiência com Rosamunde Pilcher e não foi com o pé direito. O livro me foi muito bem recomendado mas, para mim, a história mundana de uma família precisa ter um “que” a mais para me animar. De vida mundana já me basta a minha. 😉

2 – As guerras secretas de Clinton – Richard Sale: Eu gosto de livros sobre política e como sabia muito pouco sobre o governo Clinton, decidi investir nesse livro. Eu já sabia que Clinton e os militares não se deram muito bem, principalmente porque na sua juventude, Clinton se opôs à guerra do Vietnã (militares nunca esquecem). O livro se propõe a analisar essa relação atribulada mas cita tantos nomes que não são conhecidos de quem não viveu a época (e, confesso, estava com um pouco de preguiça de pesquisar) que a leitura começa a parecer um livro de ficção. Não rolou.

3 – A Revolução das formigas – Bernard Werber: Eu li o primeiro. Eu li o segundo. Eu estava realmente preparada para o terceiro…e a coisa degringolou. Ei li 100 páginas como se fossem 3.000. O ritmo não me agradou e o nível de filosofia desse terceiro volume também não foi o que eu esperava, no sentido de que se você escreve um livro inteiro como metáfora, tem que desenvolvê-lo muito bem ou fica um pouco confuso e monótono. Eu tentei e cheguei a ler 60% do livro mas infelizmente, eu mais dormia do que lia. 🙁

4 – O andar do bêbado – Leonard Mlodinow: A premissa é interessante – o ser humano não sabe lidar com a aleatoriedade da vida. Ok, isso eu sei. A ação do acaso e tudo o mais me parece realmente um estudo que eu gostaria de ler porque entender o acaso me parece muito complicado. Na prática, não consegui ler tudo. Eu tentei com afinco, mas acho que o assunto – ou a forma como ele foi apresentado – não conseguiu me convencer de que valia a pena terminar esse livro.

5 – A guerra suja – Mario Puzo: De todos nessa lista, esse é o que mais me dói estar aqui. Esse foi o tipo de livro que eu peguei para ler QUERENDO adorar porque Mário Puzo é responsável pelo Poderoso Chefão e, pelo nome e estilo desse site, se você ainda não percebeu que a gente adora O Poderoso Chefão, você precisa assistir o filme 15 vezes como punição. A guerra suja foi o primeiro livro de Puzo e todo seu amadorismo aparece aqui. O livro se torna chato e arrastado em vários momentos. Dos cinco que citei aqui, acho que esse é o único que poderia ter uma segunda chance. Veremos.

 

Postado em: 5 às 5ªs

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