5 às 5ªs – Melhores leituras do ano
por Thiago
em 18/12/14

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Então vamos a lista dos 5 livros que mais gostei esse ano. Li muita coisa diferente entre quadrinhos e livros que fica até difícil fazer essa lista mas vamos lá.

Antes tenho que dizer que nem todo livro que li esse ano resenhei e nem toda resenha são de livros que li necessariamente esse ano, e sim em algum momento da vida. Entretanto, aqui decidi listas livros que resenhei no site este ano.

1- Guerra Civil

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Quero começar com uma HQ fantástica, de um autor e de um desenhista que gosto muito, Marl Millar e Steve Mcniven. A resenhei aqui em 05/11 deste ano, é uma revista que bota vários assuntos sérios a mesa, é uma aula de filosofia política, mas no caso de capa, colã e armadura.

Na trama, uma desastrada ação dos Novos Guerreiros (um grupo de heróis de segunda ou até mesmo terceira linha, que fazia parte, naquele momento da narrativa, de um reality show) provoca uma verdadeira catástrofe, deixando mais de 600 mortos. Com isso,  e outros detalhes de sagas passadas, cresce a pressão popular pela aprovação da polêmica Lei de Registro dos Super-humanos, que ameaça rachar a comunidade de super heróis ao meio.

2- Crônicas Saxônicas: O último reino (vol 1)

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Este livro é incrível e muito empolgante, estou, atualmente, no volume 3.. Seu autor, Bernard Cornwell, é um dos que mais gosto no momento. O que mais me chama atenção neste autor é, além de sua pesquisa extremamente bem feita, a capacidade de cosntruir personagens. Durante este volume temos a construção de Uthred, um nobre saxão que têm sua vida virada de cabeça pra baixo um monte de vezes. Por mais que a história deste primeiro volume seja para construir este personagem, utiliza como pano de fundo a história dos saxões a partir da invasão nórdica. Assim conhecemos duas diferentes culturas, com o detalhamento de seus costumes, como suas crenças, valores, entretenimento e alimentação.

3- Monstros!

Monstros

Uma HQ sem palavras. Tive o prazer de conhecer o Gustavo Duarte na Comic Con Experience deste ano em Sp, o cara é muito bacana. A Hq em questão é Monstros de Gustavo Duarte, que já apareceu aqui no site com sua versão deChico Bento para a coleção de releituras da turma da Mônica. Gustavo ficou muito conhecido por suas tirinhas para o jornal esportivo Lance e pelas revistas Có, Birds, Monstros e Taxi, todas com sua característica peculiar de não ter fala. suas histórias se contam através do cenário e das expressões dos personagens.

Monstros trata simplesmente de criaturas gigantescas e claro, monstruosas, invadindo uma cidade, mas aqui não temos nada como as já batidas Nova York e Tóquio, a invasão se dá no Brasil e também não é no Rio de Janeiro ou em São Paulo e sim em Santos.

4- Daytripper

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Essa foi a melhor leitura que fiz este ano, sem exagero. Conheci e comprei até poster dos autores Gabriel Bá e Fábio Moon na Con Experience deste ano em Sp, outros caras muito legais de conhecer. Daytripper trata de morte, mas não há como falar de morte sem falar de vida, aqui vamos conhecer a ou as vida ou vidas de Brás, um personagem extremamente carismático e convincente. Uma característica da obra é a plausibilidade da existência de seus personagens e acontecimentos. Voltando então ao nosso personagem principal, ele é filho de um mundialmente conhecido escritor brasileiro, Brás porém passa seus dias na redação de um jornal escrevendo a sessão de obituários enquanto sonha em se tornar um autor de sucesso, assim como o pai. Após esse ponto de partida seremos levados as diversas vidas possíveis do nosso “herói” e as suas diversas mortes, mas o que importa não são as mortes em si e sim os detalhes da vida que ditam o rumo do nosso amanhã.

5- Queda de gigantes

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Um livro enorme mas que li bem rápido, afinal é muito empolgante e Ken Follet sabe trabalhar com questões históricas quase tão bem como Bernard Cornwell. Vamos então ao assunto do livro, a primeira guerra mundial. Sim, estamos falando de um romance histórico, caso não conheça este gênero vale muito a pena, é um dos meus estilos preferidos. Se você não sabe nada sobre a primeira grande guerra tudo bem não se assuste, isso não vai atrapalhar sua leitura, mas caso você saiba a leitura pode ser mais proveitosa.

Ken Follett não nos dá um personagem principal para seguir e torcer e sim vários, o livro é trabalhado através de núcleos que se mesclam, tendo a guerra não apenas como pano de fundo mas mais como um centro gravitacional onde os personagens orbitam. Entre esses núcleos temos famílias das nações envolvidas no conflito – americana, russa, alemã, inglesa e galesa – sendo elas de diferentes contextos sociais. Assim, personagens fictícios se misturam com personagens e acontecimentos reais, como a revolução Russa, Lênin, Trotsky.

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