5 às 5ªs – Minha Monografia
por Ragner
em 21/08/14

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Essas nossas listas me leva à muita reflexão, não tenho dúvida que também acontece isso com todos aqui do Poderoso. Algumas vezes podemos estar intencionados a escrever sobre algo, mas acabamos pensando em outras coisas, nos direcionamos para outros assuntos e acabamos listando o que, inicialmente, nem tínhamos imaginado. Em especial hoje cheguei a conclusão que, ao invés de a priori escrever sobre livros de filosofia, seria bem interessante listar alguns livros que precisei ler para escrever minha monografia. Pode ser interessante para alguns ou até mesmo o contrário, mas como num click, após pensar sobre a filosofia em si, a efetivação da minha graduação tomou conta de meus pensamentos e aqui estamos nós.

Sim! Sou filósofo de formação.

 

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1 – O Anticristo: “Nietzsche já começa atacando o cristianismo, explicando que tal religião possui um efeito depreciativo no homem, conduzindo-o à uma vida de fraquezas, cheia de deteriorações, negando o que há de melhor na humanidade, contrariando os instintos de conservação de uma vida que deveria ser focada em uma vontade de poder. Com o cristianismo há um declínio e a compaixão, que seria um dos motivos a priori do cristão, nega a vida, não a valoriza. Durante seu discurso, Nietzsche também conceitua que outras religiões apresentam particularidades melhores do que o Cristianismo. Aqui somos apresentados à visão dele sobre o Budismo, Islamismo e Judaismo, onde ele trabalha o que ele identifica como bom e mal dentro de cada uma.

 

 

2 – A Gaia Ciência: Muitos podem acreditar que a frase “Deus está morto” foi escrita no O Anticristo, mas na verdade está em A Gaia Ciência e o parágrafo em questão iniciou minha monografia: “Deus está morto! Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós! Como haveremos de nos consolar, nós os algozes dos algozes? O que o mundo possuiu, até agora, de mais sagrado e mais poderoso sucumbiu exangue aos golpes das nossas lâminas. Quem nos limpará desse sangue? Qual a água que nos lavará? Que solenidades de desagravo, que jogos sagrados haveremos de inventar? A grandiosidade deste acto não será demasiada para nós? Não teremos de nos tornar nós próprios deuses, para parecermos apenas dignos dele? Nunca existiu acto mais grandioso, e, quem quer que nasça depois de nós, passará a fazer parte, mercê deste acto, de uma história superior a toda a história até hoje! – Aforismo 125“.

 

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3 – Zaratustra, Tragédia Nietzschiana: Eis um dos livros fundamentais na minha defesa de que a afirmação “Deus está morto” não era um atestado de ateísmo: “Nietzsche não quer provar que Deus não existe, como faziam os ateus. O que lhe interessa é mostrar como e por que surgiu e desapareceu a crença de que haveria um Deus. […]; é o fato de que “a fé no Deus cristão deixou de ser plausível”; é a evidência de que a fé em Deus, que servia de base à moral cristã, se encontra minada, de que desapareceu o princípio em que o homem cristão fundou sua existência; é o diagnóstico da ausência cada vez maior de Deus no pensamento e nas práticas do Ocidente moderno; é a percepção por alguém dotado de uma capacidade de suspeita penetrante, de um olhar sutil, do “maior acontecimento recente”: a desvalorização dos valores divinos.”

 

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4 – Nietzsche: Das Forças Cósmicas Aos Valores Humanos: Scarlett Marton é uma das estudiosas em Nietzsche que gostaria muito conhecer, assim como Oswaldo Giacoia Jr. Seu livro me ajudou muito a compreender a questão da “transvaloração dos valores humanos” que Nietzsche discute em relação à moral cristã  “O período da transvaloração dos valores tem fortes razões para ser assim denominado é nele que se torna operatória a idéia de valor. Antes, Aurora apresentava como subtítulo “Pensamentos sobre Preconceitos Morais”, O Andarilho e sua Sombra tratava de sentimentos morais, Humano, Demasiado Humano examinava conceitos morais. O filósofo ocupava-se com conceitos, pré-juizos, sentimentos em suas considerações sobre a moral e até podia empregar, eventualmente, o termo “valor” ou a expressão “apreciações de valor”. Mas é a partir de Assim falava Zaratustra que passa a trabalhar com a noção de valor. Isso possibilita uma reorganização de seu pensamento: suas idéias são submetidas a nova articulação seus escritos são por ele mesmo encarados segundo nova ótica, […] os valores morais ganham nova consistência.”

 

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5: Ecce Homo: “Em alguns livros ele discutia o saber filosófico pela sua ótica deveras interessante. Seus pensamentos serviram como divisor de águas, as “marteladas” que distribuía eloquentemente e as amizades balançadas por sua personalidade dinâmica e gênio explosivo, contribuíram para que a filosofia tivesse um referencial eloquente. Nietzsche não era como os demais filósofos. Nenhum é igual à outro, mas esse alemão é visto, por mim, como o melhor de todos. Em Ecce Homo, Nietzsche escreve sobre si mesmo. Com um prefácio que deixa claro toda a temática do livro, somos apresentados aos sentimentos e conclusões de toda a filosofia nietzschiana”

 

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