5 às 5ªs – Músicas de David Bowie
por Poderoso
em 14/01/16

5 às 5as

 

Uma das maiores referências musicais, mundialmente conhecida, foi para outro plano essa semana e nós do Poderoso decidimos fazer uma pequena homenagem ao cara que soube fazer música como poucos, que soube se reinventar de maneira ímpar e que viveu sua arte e vida de maneira que pudesse aproveitar ao máximo. Bowie não parecia fazer o tipo que se adequava a algo, mas sim que as coisas se adequavam a ele ou se ajustavam um pouco à maneira que ele estruturava sua arte, sempre inovando ou motivando tendências que de tempos em tempos iam surgindo.

1 – Heroes: Assumo que não escutava nem conhecia tanto assim do camaleão do Rock, mas não tenho dúvidas de sua importância cultural e influência no meio musical. Há sim algumas músicas que já escutei, que gosto e que até conheci por causa de releituras/covers e Heroes é sem dúvida uma das que mais gosto. A melodia é gostosa e a letra mexe com meu emocional de maneira libertadora e motivacional. (Por Ragner)

2 – The man who sold the world: Quando ouço Bowie eu sempre paro para pensar nas letras; como uma pessoa que admira gente que consegue fazer uma música boa e ainda rimar tudo, letras sempre pesam mais para mim do que melodias. Bowie para mim foi um mestre de ambos: letras com conteúdo, que renderiam ensaios se alguém se atrevesse a analisá-las. Sou fã de diversas músicas de Bowie mas uma de minhas preferidas, sem dúvida, é The man who sold the world. A letra é simplesmente fantástica, quase uma história de mistério em apenas algumas estrofes. (Por Patricia)

3 – Seven days: após adotar personagens durante as décadas de 60 e 70 (Ziggy Stardust, Thin White Duke) Bowie deixou os alter-egos de lado para se dedicar a uma visão mais pessoal de mundo. Em 1997 o cantor lançou Hoursbelíssimo disco, onde promove uma autêntica reflexão sobre a vida e o fim do século. Na faixa “Seven Days” Bowie rememora e reflete, docente, sobre o passado, o presente e a mortalidade. (Por Bruno).

4 – Cactus: Bowie nunca escondeu sua admiração por artistas dos mais diversos estados da arte. Como uma autêntica esponja, o atento cantor sempre soube filtrar o que de bom acontecia ao seu redor para depois recriar a sua maneira. Inicialmente, o camaleão prestou homenagem  ao seus contemporâneos, mas a partir da década de 90 David conviveu e venerou artistas da nova geração. Um exemplo desta seara é a impensada cover de “Cactus”, canção presente no primeiro álbum dos Pixies, que aqui ganha ares mais leves e acústicos, mas que mantém a ótica “sacana” ante o desejo a mulher amada.  (Por Bruno).

5- Space Oddity: Não é nada fácil escolher uma música de um dos meus artistas preferidos pra colocar aqui. Com uma carreira tão vasta, com estilos variados não era conhecido como camaleão sem motivo. Então antes de falar do som que escolhi faço aqui uma menção honrosa a “Rebel, rebel”, a animada e única música que me faz realmente dançar (coisa que não curto) “Let´s dance” e a delirante “Life on Mars”.

Deixando estas músicas de lado vamos a Space Oddity, canção que dá título ao álbum de 1969. A música foi lançada como single do segundo álbum de estúdio de Bowie meses antes. A letra da música fala simplesmente de um viagem, aparentemente espacial. Alguns comentaristas gostam de dizer que a viagem no caso é a heroína usada pelo cantor e que a contagem regressiva presente no som seria o tempo que a droga leva para chegar no organismo. Eu prefiro interpretar a viagem espacial de outras formas.

Ela foi inspirada pelo filme “2001 -a space odissey” de 1968, do diretor Stanley Kubrick. Além disso fazia parte de uma estratégia de mercado para “vender” Bowie para algum novo selo, já que saiu da Dream Records em 68.

Pessoalmente a música me faz pensar no início de uma jornada, seja ela externa ou interna como o “conhece-te a ti mesmo” socrático ou dos processos budistas de interiorização. (Por Thiago)

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