5 às 5ªs – Começos De Livros
por Ragner
em 20/02/14

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Hoje a lista segue uma ideia que já vi pelo mundo online, em outros sites, contemplando os melhores começos de livros (não sei ao certo oficializado por quem, mas em sua maioria muitos são citados, algumas vezes, em sites diferentes). No caso do poderoso irei listar 5 livros que possuem começos que me agradam (Ragner) muito e me ajudaram a engatar a leitura de forma bem interessada. De forma alguma essa lista tem o interesse de citar começos de clássicos ou livros que podem fazer a diferença para um grande público, o lance aqui é bem pessoal e apenas enumera alguns livros que começaram de uma forma que gostei muito e, acredito, podem até não ser tão excepcionais assim.

 

Índice

1 – Máscara De Sangue: “A noite estava extraordinariamente escura. A lua cheia não conseguia iluminar nada naquela região. Chovia de forma torrencial por toda a Romênia, mas a área mais castigada pela chuva era a Transilvânia – Região central da Romênia, cercada pelas montanhas dos Cárpatos. O castelo de Vlad Tepes – Conde Drácula – estava cercado por aldeões revoltados e extremamente assustados. Comandados por Van Helsing, aglomeravam-se para acabar de uma vez por todas com o reinado de terror imposto pelo conde sanguinário. De uma de suas torres, a mais alta e sombria, Drácula observava a massa de aldeões que se formava nos arredores de suas terras. Desceu as escadas, calmamente, e foi até seu salão de armas, pegou uma espada (com a qual matou centenas de pessoas), e foi para fora do castelo, parou de frente para o imenso portão que o separava dos camponeses enraivecidos e aguardou.” – Sim, curto pakas minhas 1ªs palavras publicadas.

 

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2 – Bíblia Sagrada:  “1 No princípio Deus criou os céus e a terra. 2 Era a terra sem forma e vazia; trevas co­briam a face do abismo, e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. 3 Disse Deus: “Haja luz”, e houve luz. 4 Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas. 5 Deus chamou à luz dia, e às trevas cha­mou noite. Passaram-se a tarde ­e a manhã; esse foi o primeiro dia. 6 Depois disse Deus: “Haja entre as águas um firmamento que separe águas de águas”. 7 En­tão Deus fez o firmamento e separou as águas que ficaram abaixo do firmamento das que ficaram por cima. E assim foi. 8 Ao firma­mento, Deus chamou céu. Passaram-se a tarde e a manhã; esse foi o segundo dia.” – A ‘criação’ tem um que de mitológico que é interessante.

 

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3 – A Metamorfose: “Numa manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, Gregório Samsa deu por si na cama transformado num gigantesco inseto. Estava deitado sobre o dorso, tão duro que parecia revestido de metal, e, ao levantar um pouco a cabeça, divisou o arredondado ventre castanho dividido em duros segmentos arqueados, sobre o qual a colcha dificilmente mantinha a posição e estava a ponto de escorregar. Comparadas com o resto do corpo, as inúmeras pernas, que eram miseravelmente finas, agitavam-se desesperadamente diante de seus olhos.” – Sem delongas, direto ao assunto e já criando aquele ar de indignação, pois o protagonista, assim como em O Processo, já começa se estrepando e acaba assim.

 

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4 – O Cão Dos Baskerville: “O Sr. Sherlock Holmes, que geralmente se levantava muito tarde de manhã, exceto naquelas ocasiões pouco frequentes em que passava a noite toda acordado, estava sentado à mesa do café. Eu estava parado sobre o tapete da lareira e apanhei a bengala que o nosso visitante esquecera na noite anterior. Era um belo pedaço de madeira grossa, de castão redondo, do tipo conhecido como “Penang lawyer”. Logo abaixo do castão havia um anel largo de prata com quase dois centímetros e meio de largura. A James Mortimer, M.R.C.S.,’ dos seus amigos do C.C.H.”, estava gravado sobre ele, com a data “1984”. Era exatamente o tipo de bengala que o antiquado médico de família costumava usar – majestosa, resistente e tranquilizadora.” – Meu 1º contato com Sherlock e foi pra sempre.

 

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5 – As Crônicas De Gelo E Fogo – Guerra Dos Tronos: “- Deveríamos regressar – insistiu Gared quando os bosques começaram a escurecer ao redor do grupo. – Os selvagens estão mortos. – Os mortos o assustam? – perguntou Sor Waymar Royce com não mais do que uma sugestão de sorriso no rosto. Gared não mordeu a isca. Era um homem velho, com mais de cinquenta anos, e vira os nobres chegar e partir. – Um morto é um morto – respondeu. – Nada temos a tratar com os mortos. – Mas estão mortos? – perguntou Royce com suavidade. – Que prova temos disso? – Will os viu – disse Gared. – Se ele diz que estão mortos, é prova suficiente para mim.” – Um dos livros, coleções também, mais fantásticos que já li, já começa falando de morte e já mostra, com o passar das páginas, que a leitura será pesada, sem grandes pudores e frescuras.

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