5 às 5as – Filmes antigos (Década de 50)
por Patricia
em 25/04/13

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Continuando nossas listinhas de filmes clássicos, hoje falamos sobre a década de 50. Foi difícil e, com certeza, posso montar muitas outras listas com os excelentes filmes produzidos nessa época mas, por ora, vamos com esses 5 que vão te garantir algumas horas de bom cinema:

1 – Crepúsculo dos Deuses – Billy Wilder (1950): Joe é um escritor falido prestes a perder seu carro, com o aluguel da casa atrasado e sem perspectivas das coisas melhorarem. Fugindo de cobradores, ele encontra uma mansão que parece estar vazia. Mas não está: ali ele conhece Max – o mordomo taciturno e Norma Desmond – uma ex atriz de filmes mudos que foi deixada de lado quando o som apareceu. Mas Norma se recusa a aceitar o fim de sua carreira e se torna obcecada por voltar às telas (“Eu continuo grande. Os filmes é que ficaram pequenos.”) Resumo simples que, de maneira nenhuma explica o quanto esse filme é fantástico. Ele trata da decadência humana e do lado negro de Hollywood de uma maneira sincera e direta.

2 – Cantando na chuva – Stanley Donen (1952): a minha introdução ao bonitão e charmosíssimo Gene Kelly. Esse filme nos apresenta atores completos: atuam, dançam, têm bom tempo cômico e estão ali disponíveis para entreter a platéia. A história é um filme dentro de um filme – Kelly interpreta Don – um ator super famoso de filmes mudos em 1927.  O cinema começa a mudar e o som entra em cena. Don precisa se adaptar e daqui decorrem diversas cenas muito engraçadas e um romance bonito e sem muita frescura. É o tipo de filme que te deixa com um sentimento de coisa boa no final.

3 – 12 homens e uma sentença – Sidney Lumet (1957): pautado puramente no comportamento humano, esse filme aborda o julgamento de um jovem pobre e negro do ponto de vista do júri liderado pelo excelente Henry Fonda. Na sala de debates começamos a perceber o quanto o racismo, pré-julgamentos e idéias fixas poderiam influenciar de maneira fatal a vida no réu (o que mudou muito para o que conhecemos hoje, né?! **suspiros**). E mais do que isso, debate racismo em uma época em que era normal considerar negros como inferiores. Conheço um professor que usa esse filme para falar sobre comportamento humano em sociedade e debater assuntos sobre mudança social, guerra de classes e etc. Conteúdo para debate nesse filme é o que não falta.

4 – Sindicato dos ladrões – Elia Kazan (1954): Marlon Brando. É só isso que você precisa saber, de verdade. Mas, para aqueles que não aceitam minha palavra no caso, aqui vai uma pequena sinopse: O sindicato dos portuário está nas mãos da máfia e os trabalhadores pobres aceitam calados os abusos de poder. Terry é um ex-lutador de boxe que não chegou muito longe e faz alguns “serviços” para a máfia (na qual seu irmão atua). Quando Joey Doyle morre – um dos trabalhadores – a irmã dele e o Padre decidem que o poder da máfia precisa acabar. Terry sente-se culpado pelas ações do sindicato e começa a sentir o peso da consciência. No auge do medo do comunismo nos EUA, o filme mostra trabalhadores se unindo em defesa de seus direitos sem intenções políticas mas provando que nem sempre o que é para todos é ruim.

5 – Quanto mais quente melhor – Billy Wilder (1959): Tentando fugir da máfia de Chicago dos anos 20, dois músicos – Joe e Jerry – se infiltram em uma banda só de mulheres que está indo para a Flórida. Os dois devem mais dinheiro do que vão ver na vida e querem, de alguma forma, um recomeço. Ver esses dois vestidos de mulher é risada garantida – atuação excelente de Tony Curtis e Jack Lemmon que, acredito eu, valem por todo o filme. Temos também uma atuação sólida de Marilyn Monroe que faz uma moça bobinha que sonha em casar com um milionário, a Sugar Cane. É uma comédia realmente divertida e, muitas vezes, sarcástica. A cena final do filme envolve Jerry vestido de mulher tentando explicar para um homem os motivos que os impede de casar: “eu fumo, eu não posso ter filhos”…e, por fim,. “eu sou um homem.” Ao que o pretendente responde: “Bom, ninguém é perfeito.”

Cogitando muito falar de cada um em resenhas individuais. Veremos.

Postado em: 5 às 5ªs

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