Dica de estreia – A guerra do amanhã
por Ragner
em 15/07/21

Nota:

Durante a transmissão de um jogo de Copa do mundo (em 2022) uma comitiva de militares surgem por um tipo de buraco de minhoca e, com armas em punho, explicam que veem do futuro e precisavam de ajuda de todos para enfrentar um inimigo prestes a exterminar a humanidade. Como em torno de apenas 500 mil habitantes no planeta ainda existiam, a única saída foi voltar ao passado e convocar todos os capazes de segurar uma arma para enfrentar a ameaça. A única exigência era não estar mais vivo em 30 anos, para não esbarrar com seu outro eu e ocasionar um possível paradoxo temporal (a explicação da viagem no tempo também tem um conceito deveras interessante).

O ex-militar Boina Verde e agora professor de biologia, Dan Forester (Cris Pratt), é convocado e obrigado a ir para o futuro junto com centenas de outras pessoas, a maioria com treinamento básico. Eles literalmente caem em Miami Beach e lá enfrentam os garras brancas – a raça alienígena faminta que quase extermina a humanidade. Em solo recebem a missão de resgatar alguns cientistas e recuperar o material de pesquisa possivelmente capaz de eliminar os inimigos. A maioria morre no combate e os sobreviventes são levados para a Republica Dominicana. Dan é apresentado à coronel Muri Forester (Yvonne Strahovski). Ambos trabalham em uma toxina capaz de matar os alienígenas, mas é lógico que nada é tão simples e o tempo para o retorno de Dan ao presente (a viagem temporal tem tempo cronometrado) já está se esgotando.

Mais informações sobre o filme pode parecer ou não spoiler, então deixo para que vocês assistam e possam curtir as surpresas e emoções dignas de um filme deveras interessante e que dá uma pequena renovada na seara da ficção científica e viagem no tempo.

“A guerra do amanhã”, disponível no Amazon Prime, é uma das melhores surpresas entre os filmes de viagem no tempo e de ficção científica que já assisti. O mote é a eterna batalha pela vida na Terra contra invasores extraterrestres, mas a receita tem mudado e tanto no quesito embate, quanto na construção (assertiva) do enredo, essa estreia conquistou lugar especial entre meus favoritos sobre oassunto. Lembro bem de “A guerra dos mundos” (o filme com Tom Cruise) onde a invasão já era diferente da de costume e a solução final também era bem diversa dos confrontos destrutivos.

Outra pegada interessante que me atinei logo de cara no filme é a possibilidade de se enfrentar o inimigo no futuro. Enquanto em “No limite do amanhã” (também com Tom Cruise) o, quase, eterno retorno do protagonista de viver e reviver diversas vezes o presente até aprender, entender e se preparar para enfrentar o inimigo, em “A guerra do amanhã” temos “soldados” convocados mais de uma vez para passar por temporadas (tipo as batalhas que já aconteceram no Afeganistão onde militares foram e voltaram algumas vezes) no futuro e combater a ameaça que surgirá em 30 anos.

Não se pode deixar passar a construção de narrativa que nos faz discutir como o aquecimento global influencia no clima (como áreas congeladas no presente pode estar em poucas décadas) e o conflito político entre duas das maiores potências militares. Rússia e E.U.A. são os locais dos maiores confrontos. Prepara a pipoca, se acomode no sofá e assista.

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