Dica de estréia – Esquadrão Suicida 2
por Ragner
em 05/08/21

Nota:

E, o já aclamado diretor, James Gunn consegue se superar mais uma vez. Depois de dirigir Guardiões da galáxia 1 e 2 e trabalhar na produção de Vingadores Guerra Infinita e Ultimato, foi oficialmente contratado para mandar ver em um novo Esquadrão Suicida, que a priori parecia não ser continuação do fiasco de 2016, mas se firmou como (mesmo não tendo o 2 no nome). Alguns personagens retornam Arlequina (Margot Robbie), que virou a queridinha da DC com um filme solo no começo de 2020; Amanda Waller (Viola Davis); Rick Flag (Joel Kinnaman) e Capitão Bumerangue (Jai Courtney) e é claro que já trabalharam juntos antes. Disse fiasco do 1º filme pois a crítica desceu a lenha (eu gostei deveras), um filme com remendos, que tentou se adaptar e surfar na onda dos exaltados filmes da marvel, mas que perdeu a mão e o diretor na época foi bastante podado. Contudo, desta vez com mais domínio e com um diretor que era bom com filmes de equipe e conhece o caminho das pedras, Esquadrão Suicida só tem ganhado aplausos.

Essa versão da equipe de super vilões da DC, creio eu, é o que o pessoal da Warner desejava anos atrás e, sinceramente, esse poderia ser o ponto de partida para a reformulação cinematográfica da concorrente da Marvel. Sim! Gosto bastante do universo mais sombrio e menos caricato da maioria dos filmes da distinta concorrência, mas Gunn é um mestre em somar momentos tensos, pesados, tristes e também hilários. Aqui temos excelentes piadas, violência gratuita e explícita e uma certa atmosfera gore (tripas e sangue) em cenas que deixam claro a liberdade do diretor. Os personagens têm suas características e particularidades bem mais afloradas e aproveitadas. Arlequina, por exemplo, está absurdamente livre para expor suas sandices (a cena dela matando geral com tudo indo para os ares como ela vislumbra) e Amanda Waller sendo maquiavélica e perversa de fato, ganham seus tons mais sinceros).

Desta vez a equipe é montada para depor um regime ditatorial na pequena ilha (fictícia) de Corto Maltese na América Central, mas é obvio que nem tudo é tão simples, esse novo Esquadrão é mesmo dispensável (o que não teve de morte no outro filme, aqui tem de sobra), novas lideranças são exploradas, o vilão da história vai além de um militar autoritário e as fidelidades são colocadas a prova. A Força-Tarefa X (nome para o Esquadrão) então é forçada a destruir Jotunheim (sim, nome do mundo dos gigantes de gelo na mitologia nórdica), uma prisão e ao mesmo tempo laboratório da época nazista, que esconde segredos até mesmo norte americanos.

Esse filme não demora muito tempo explicando o que cada um faz, não tenta esmiuçar passado ou contextos, o enredo é direto e sem rodeios, a narrativa corre sem amarras ou floreios, tudo trabalhado de maneira mais leve e sem obrigações, aparentemente, como foi com seu antecessor. Esse Esquadrão Suicida é prazeroso de assistir (curti muito o outro, gosto demais dos personagens) pois os principais estão mais bem entrosados e os não tão conhecidos (a trupe aqui é formada por quase totalidade de personagens desconhecidos) cairão no gosto popular, não tenho dúvida disso.

Dica do dcnauta aqui: assista sem preconceito (se tiver por motivo do 1º) e espere até o final dos créditos, há uma cena final.  

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