Dica de estréia – Eternos
por Ragner
em 03/11/21

Nota:

Eternos integra uma nova fase para o universo cinematográfico da Marvel (já na cola de filmes como Viuva Negra e Shang Chi), mas, sinceramente, tenho para mim que esse filme poderia bem ser, de fato, o início dessa fase 4 (fase 1 de 2008 – Homem de Ferro – a 2012 – Vingadores, fase 2 de 2013 – Homem de ferro 3 – a 2015 – Homem Formiga e fase 3 de 2016 – Capitão América Guerra Civil – a 2019 – Homem Aranha longe de casa) e deixar tudo ainda mais com ar de mais novo e com reformulações por vir. O filme dessa outra (fase), mais uma, equipe super poderosa já começa com “No princípio…” (deveras bíblico) e pontua muitas outras características míticas e místicas de culturas diversas (principalmente grega, um pouco de Egito antigo e até indiana).

Os super heróis ganham aqui maior projeção global (atingem mais territórios e países) e até mesmo universal (depois de ver um Celestial, já imagino como poderia ser o Galactus de fato, mesmo que esse não seja um Celestial). Os Eternos chegam à Terra há 5 mil anos e vivem entre a humanidade desde então, convivendo com suas batalhas tribais, guerras mundiais e sem poder interferir. Essa foi a condição de permanecer aqui e só poder agir quando algum Deviante aparecer.

O filme conta então a história desse super grupo, sem rodeios, sendo bem direto (mesmo com 2 horas e 30 minutos) e com uma narrativa que envolve o espectador já na espera do que vem a seguir e o a seguir muitas vezes se passa em um flashback histórico (direto o enredo vai e vem no tempo, explicando o que aconteceu no mundo, no passado, para deixar o presente como está atualmente). Os Eternos foram criados pelos Celestiais e enviados para Terra para protegeram os humanos dos Deviantes (raça antagonista), fazendo assim com que a humanidade consiga evoluir a seu tempo.

Cada personagem tem uma característica própria, com poder específico, e aqui faz a conexão com a mitologia grega: Thena (Angelina Jolie), a guerreira do grupo, pode ser especificamente associada a Atenas (deusa da sabedoria, mas também da guerra), Phastos, o habilidoso inventor, pode ser associado a Hefestos (deus do fogo e metais) e até Ikaris, o mais poderoso de todos, ganha uma piadinha ligando ele ao Superman (sim, mandaram uma comparação com o personagem da Distinta Concorrência). Os outros personagens não tem associações tão obvias, mas possuem poderes bem específicos que deixam no ar como isso pode ser usado no futuro (temos uma super veloz – Makkari -, um telepata – Druig -, que solta energia das mãos – Kingo -, uma que se multiplica – Sprite -, um com super força – Gilgamesh -, a que manipula a matéria – Sersi – e o poder de cura da líder Ajak).

O filme é grandioso, é belo, cada personagem tem sua peculiaridade bem explorada e que, não tenho dúvida, pode ganhar maiores proporções durante essa fase 4, pois já aviso para vocês que há duas cenas pós crédito onde já deixam no ar que o super grupo ainda tem muito para mostrar e um ar de mistério para outros protagonistas. Assistam!

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