Dica de estreia – Mulher Maravilha 84
por Ragner
em 17/12/20

Nota:

Mulher Maravilha é essencialmente o filme que precisava assistir nesse final de 2020 e que, acredito, pode significar muita coisa boa para milhões de pessoas, com uma mensagem de esperança e da busca pela verdade como regra fundamental na vida de toda humanidade. MM84 estreou no momento certo, em minha humilde opinião, e pode ter uma representatividade durante as festas natalinas que lhe cai como luva.

As salas de cinema estão em processo de reabertura e a saudade é enorme. As primeiras cenas, que também já rodam pelas plataformas online, me fizeram ter a certeza do quanto preciso voltar a assistir filmes pela telona, por causa da grandiosidade das cenas e toda construção de personagens, cenário e narrativa. Há sim condições que não fazem falta quando assisto pela telinha, mas grandes produções são imperativas para o cinema (eis uma conversa que tive com nosso camarada Bruno Lisboa). E é uma boa discussão essa, pois o filme também será lançado junto no serviço de streaming da HBOMax.

Já no começo temos o esplendor de Themyscira e uma lição de humildade e paciência para a pequena Diana, um verdadeiro aprendizado sobre como nada na vida deve ser alcançada através de atalhos. Logo depois já estamos no ano de 1984 e observamos a Mulher Maravilha (ninguém a conhece, ela pouco aparece perante os olhos das pessoas, quando surge de fato, ela faz o que tem que fazer e logo depois some novamente). Diana Prince trabalha em um museu, é vista e desejada como um exemplo de mulher forte e bem sucedida. Aqui aparece Barbara Minerva – Kristen Wiig -, uma tipificada nerd, insegura e que a todo momento deseja algo que acredita estar além do que acha ser possível. Diana passa a ser o modelo de pessoa que desejaria ser. Temos também Maxwell Lord – Pedro Pascal -, um empresário que deseja todo poder e glória que outros empresários e líderes tem. Lord não possui quaisquer escrúpulos para conquistar o que quer.

Após um assalto a uma joalheria e loja de antiguidades, é encontrado junto dos objetos roubados, uma pedra que intriga o pessoal do museu e para tentar descobrir do que se trata, Bárbara é designada para tal tarefa. E aqui a narrativa se desenvolve entrelaçando a vida desses 3 personagens: Bárbara como a especialista, Diana que conhece um pouco da história que a tradução do que está escrito na pedra conta e Lord que sabe muito mais do que a pedra é capaz e se faz de mero curioso. Os 3 tem contato direto com a pedra. Bárbara e Diana, sem saber, acabam tendo seus desejos realizados e Lord consegue ter em mãos o poder capaz de transformar o mundo conforme sua vontade. O único desejo de Diana é ter seu amor de volta.

O filme versa sobre esperança, realizações de desejos e suas consequências, assim como a escolha de conquistar o que você quer ou ter que desfazer de tudo para aceitar o que realmente importa. Podemos e devemos nos questionar o quanto custa arriscar coisas que parecem não ter tanto valor em contrapartida ao que nos é imperativo.

O filme joga muito bem com as questões de um bem maior, uma responsabilidade coletiva em jogo quando só nos interessa satisfazer intenções e desejos individuais. Sabemos bem que todo mundo tem suas próprias vontades, mas até onde iríamos para conquista-las e qual preço estamos dispostos a pagar por elas. Sabemos também que muita gente pouco se importa com o bem do outro, quando o que está em risco é o que queremos com todas nossas forças.

Mulher Maravilha 84 é, sem sombra de dúvidas, uma representação clara do quanto somos egoístas e irresponsáveis quando o que está em jogo são nossas intenções mais individualistas. Porém, uma representação bem colorida e com uma trilha sonora maravilhosa que nos remete perfeitamente ao clima oitentista (e dá-lhe a pochete). Assistam!!

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