Dica de estréia – Millennium: A Garota na Teia de Aranha
por Ragner
em 14/11/18

Nota:

E de tanto esperar e desejar mais um filme do universo Millennium, eis que é lançado a adaptação do 4º livro da série. Livro escrito por David Lagercrantz, responsável pela franquia depois da morte de Stieg Larsson (trilogia já resenhada), A garota na teia de aranha já foi resenhada aqui. Nesse novo capítulo não temos mais Rooney Mara como protagonista, a heroína (ou anti-heroína) da vez é Claire Foy e mesmo depois de assistir ao trailer e querer novamente Mara, digo que depois do filme, Foy me convenceu absurdamente.

O filme começa com a contextualização do porque Lisbeth se transforma na anti-heroína que luta contra homens que se aproveitam de mulheres, seja como for. Já na primeira cena conhecemos mais sobre seu passado, sobre sua irmã gêmea e o pai que abusava delas. No livro não acontece assim, mas tal recurso funciona muito bem aqui, favorecendo um laço de empatia com a protagonista, ainda mais para os que não assistiram a trilogia sueca ou a versão americana do primeiro livro. Quase um reboot.

O filme segue a narrativa do livro, com poucas alterações adaptativas que favorecem uma atmosfera do que podemos chamar de efeito cinematográfico, com um linha temporal diferenciada, perspectiva de acordo com os anseios do diretor (aprofundando no passado de Lisbeth, sempre, no centro das atenções), com ação visual, trilha sonora e clímax bem executados. Tudo gira em torno dela e temos os demais personagens como coadjuvantes ou apoio técnico. Alias, temos um excelente apoio cibernético, junto com um aparato tecnológico que deixariam James Bond e Ethan Hunt deveras invejosos. Lisbeth aqui está como uma perfeita combatente do mal, já que precisa recuperar o roubo de um programa sobre armas nucleares, que envolve a NSA e uma organização criminosa chamada de “os aranhas”. Mas para desbaratar os planos maléficos, ela terá que enfrentar seu passado.

Além de já termos testemunhado sua genialidade no universo conectado, ainda a vemos encarando seus inimigos nos punhos, sem qualquer especialidade marcial, mas sem o menor receio e ainda com conhecimento suficiente sobre narcóticos para neutralizar venenos que poderiam deixa-la como morta. Esse novo filme da série é bem diferente dos outros e é mais focado na ação e potencialidade de uma quase “agente secreta” do que a outrora intimista Lisbeth que conhecemos no filme de David Fincher.

Além da trilogia resenhada e do livro que dá nome ao filme, temos também uma análise da versão americana e da versão sueca do primeiro livro (leia aqui) e já aguardo ansioso o lançamento do 5º livro “O homem que procurava sua sombra” e o próprio autor já antecede que deve escrever um 6º. Ainda teremos muito de Lisbeth Salander para amar.

 

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