Dica de filme – 007 Sem tempo para morrer
por Ragner
em 27/10/21

Nota:

007 é uma franquia consagrada nos cinemas e já passou pela pele de alguns interpretes, até chegar no 1° agente loiro, com Daniel Craig. Roger Moore, Sean Connery e Pierce Brosnan foram outros com relativa vida longeva como James Bond e posso dizer, tranquilamente, que gosto de todos, mas com Craig minha paixão pelo agente britânico só aumentou (e olha que sou daqueles órfãos do Connery). E esclareço pelo aumento: Esse Bond vai pra porrada, correria, leva tiro, se quebra todo, sangra, chora e continua na força do ódio.

Depois de 4 filmes como 007 (começou com Cassino Royale de 2006), Craig chega à aposentadoria, com estilo e consagrado. Durante mais de uma década, com bastante tiro, porrada e bomba, seu legado chega ao fim e de maneira exemplar. De minha parte, com bastante exaltação e admiração. Chegou já para diversificar um pouco (como disse, foi o 1º loiro) e já parece que o próximo pode, quem sabe, ser uma mulher (ou mesmo um negro, especulações não faltam). Sem tempo para morrer é o 25° filme da série e a época da diversidade tem lugar tanto para deixar o 007 ainda eternizado e agregar mais ainda tudo que gera paixão nesse universo da espionagem.

Nesse filme de despedida, somos levados, mais ainda, para humanização do personagem (lógico que sem spoilers aqui), onde ele aprende mais, entende como não é apenas uma peça no enfrentamento de terroristas com alcance mundial. O perigo aqui fica ainda mais intimista (em Skyfall e Spectre vimos muito isso) e decisões pessoais tiveram demasiada importância no que tange suas ações contra o que pode acarretar perigo ao mundo.

Sem tempo para morrer é continuação direta de Spectre (assim como os outros filmes e seus antecessores). Bond está retirado da vida de espionagem, vivendo tranquilamente ao lado da Dra. Madeleine Swann (Léa Seydoux) e longe da correria do MI6. Já na cena de abertura sabemos um pouco mais sobre a passado da amada e acompanhamos a tentativa do agente de botar um legítimo ponto final no próprio passado (enterrar de vez sua história com Vesper Lynd) e aqui a história de Swann interfere e os dois se separam. Anos depois vemos Bond aposentado na Jamaica até que o amigo, agente da CIA, Felix Leiter aparece e pede ajuda em um serviço de resgate. Mas, é lógico, algo dá errado e a correria volta para vida do agente.

Uma ameaça biológica está prestes a eclodir, o MI6 esconde informações sobre ações globais e Bond não é mais o único 007 (em ação). O vilão cartunesco (com cicatrizes, passional) orquestra sua vingança contra seus inimigos, a amada esconde segredos, os antigos companheiros são capazes de ultrapassar linhas tênues para ajudar na ação, no retorno do herói e a decisão que pode mudar o mundo tem que ser tomada. Parece clichê? Parece, mas funciona que é uma beleza e para finalizar um arco iniciado em 2006, serve maravilhosamente.

Esse último filme da era Craig é uma mistura de algo mais verossímil (sangue, suor e lágrimas) com situações megalomaníacas (terrorismo mundial e vilão caricaturesco) dos filmes mais clássicos da franquia. O 007 aqui é deveras apenas um número e já temos uma mulher no lugar de Bond (viva a diversidade) e até uma outra ajuda que surge (assim quase como Felix foi em Cassino Royale, temos Paloma) bem mais combativa e mais, nenhuma delas se envolve com o protagonista (e aqui também podemos encaixar Moneypenny). Uma nova era já está à porta e que venha o próximo.

Postado em: Dica de Filme
Tags:

Nenhum comentário em “Dica de filme – 007 Sem tempo para morrer”


 

Comentar