Dica de filme – A cabana
por Ragner
em 13/04/20

Nota:

O Poderoso foi criado no ano de 2012 e minha primeira resenha foi sobre o livro A cabana. A adaptação para o cinema foi lançada em 2017 e assisti rapidamente. Sou Cristão, tenho diversas pontuações religiosas, não sou praticante (de ir em Igreja), questiono trocentas coisas, sou apaixonado por Francisco de Assis e nessas semanas de isolamento senti uma profunda necessidade de reassistir ao filme.

Considero A cabana um história para todo mundo, não precisa crer em algo para assistir. A fé nunca precisou, ao meu entender, de um direcionamento dogmático ou baseado em alguma verdade suprema. Crenças do mundo inteiro possuem um dominador comum e mesmo assim divergem em diversas questões. Há um motor inicial e em quase todas também há uma condição final. E isso já é o suficiente para orientar os bilhões de seguidores existentes no mundo inteiro.

O enredo do filme segue conforme o livro. Uma tragédia acomete uma família, a caçula é assassinada e o Pai fica totalmente perdido. Enquanto uma grande tristeza faz com que Mack – pai – permaneça desolado e sem vontade de viver, a outra filha – Kate – se sente culpada. Josh – filho – e Nan – mãe – são os únicos que parecem conseguir conviver com o drama familiar. Mack vive os dias sem desejo de seguir em frente, e Nan se esforça para ajudar Kate na depressão que enfrenta.

Depois de muito tempo, uma carta chega à porta de Mack e em um fim de semana que Nan viaja com os filhos, o chamado para retornar ao lugar que destruiu sua vida pode ser o encontro que responderá todos seus questionamentos ou mesmo a descoberta do responsável por seu sofrimento. Mack sente que não tem mais nada a perder. A carta é assinada com o nome de Papai, que é a maneira como Nan chama a Deus, mas Mack não tem há tempos a fé que já teve um dia.

A chegada à cabana, o encontro com a santíssima Trindade e a simbologia que acompanha Mack durante o final de semana, representa ensinamentos e entendimentos que cristãos precisam compreender sobre fé, amor e perdão. Condições basilares para a crença no Pai, no filho e no Espírito Santo. Os dias na cabana são uma jornada de auto conhecimento e despertar de fé que tem representação válida para quem acredita no poder divino. Pouco significado tem para ateus e céticos. Talvez tenha…

A adaptação ganha força com a atuação de atores conhecidos, e até de desconhecidos (não conhecia os atores que fazem o papel de Jesus e do Espirito Santo). O filme é muito bonito esteticamente e consegue promover emoção (no livro a emoção é muito maior). Para quem leu, é interessante observar o olhar do diretor, e quem apenas assistiu, indico veementemente ler o livro. Fica a dica.

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