Dica de filme – Liga da justiça Snyder Cut
por Ragner
em 25/03/21

Nota:

Liga da justiça foi lançado em 2017. Na época eu gostei muito e resenhei para o Poderoso na semana de estreia. Cortamos para 2021 e temos em nossas mãos o tão sonhado e aclamado Snyder Cut. Filme idealizado por um cara que é fã de quadrinhos, tinha em mente um universo que foi negligenciado e jogado para escanteio. Depois de anos da montagem realizada com Joss Whedon e os diversos cortes, tivemos a surreal oportunidade de assistir a 1ª parte de um épico que conquista admiradores do estilo do diretor e amantes da DC.

O enredo segue fundamentalmente a história do filme que saiu há mais de 3 anos, contudo é outro filme, é outra narrativa e outra percepção dos personagens (sim, podemos perceber o quanto todos os personagens sofreram modificações na mudança de direção). Várias piadas não existem mais, conduções importantes foram cortadas e modificadas e cenas de ação alteradas e negligenciadas. A reclamação de como montaram o filme de 2017 com remendos e editado como um Frankenstein é fato. Mesmo eu gostando muito do que passou nos cinemas, digo agora que esse visão plena, 100% Snyder, é absurdamente superior.

O filme começa exatamente durante a morte do Superman em Batman vs Superman. O suspiro final do último filho de Kripton na verdade é um baita brado que atinge os rincões da Terra e reverbera para os limites do Universo e aqui seguimos para a história. Batman perambula pelo planeta em busca de aliados, onde se depara com um Aquaman solitário e desgostoso com o sua realidade aquática; a Mulher Maravilha continua salvando pessoas de terroristas, Já Barry é apenas um garoto que se perde no tempo, entre bicos e visitação ao pai preso. Enquanto isso Ciborgue é um rapaz atormentado por não ser mais um ser humano normal e sim um homem cibernético sem limites no universo online.

As diferenças entre os dois filmes é a magnitude, as introduções e conduções das histórias de cada personagens. As batalhas épicas que sustentam e agigantam os poderes de cada um. Alguns diálogos eliminam piadas desnecessárias (a do Batman falando que é rico existe de fato, mas o “você sangra” não) sustentam importância de personagens como Ciborgue (centro da trama) e Flash (o moleque não empurra pessoas ou caminhonetes apenas). As cenas em close, em slowmotion, sem tantas cores, e a diferença gloriosa do uniforme preto exercem o poder do cinema de Snyder, atendem a demanda do fan service, principalmente quem conhece a morte e retorno à vida do Superman nos quadrinhos, e todo ambiente colossal da Liga como deuses na Terra.

Snyder Cut é deveras um filme que sobressai toda e qualquer intenção de ser apenas um filme. É a visão de um fã considerável (300 e Watchmen representam muita coisa) de quadrinhos, foi injustiçado e merecia essa redenção. É muito mais do que um simples corte do diretor, não há limites aqui, toda liberdade de criação e execução foi exponencialmente dada ao Zack Snyder. Para quem gosta dos seus filmes e dos heróis da DC, é imperdível. Para quem não curte nenhum desses pontos, pode ser que curta ou não. A experiência é válida, para mim foi acima do fodástico.

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