Dica de filme – Batman Ninja
por Ragner
em 02/07/18

Nota:

Enquanto a DC passa por maus bocados nos cinemas, suas animações são referência. A “Distinta Concorrência” ainda não encontrou seu caminho nas telonas, mas nas outras mídias como tv, quadrinhos e animações, é quase imbatível. E nessa seara, ela sabe aproveitar muito bem seu maior herói. Batman possui produções formidáveis como Cavaleiro das Trevas (fantástica adaptação da Graphic Novel) e Batman Lego (que já passou por aqui), entre várias outras, mas o propósito não é discorrer sobre elas e sim sobre a mais nova animação que mostra nosso herói em terras orientais.

Em Batman Ninja temos uma versão japonesa de sua batalha contra seus vilões e, entusiasta dos costumes orientais como sou, digo que gostei demais dessa visão anime do morcegão. O começo é ainda em uma Gotham moderna, tecnológica, que logo chega a um Japão feudal, com suas disputas territoriais e guerra entre daimiôs. Essa mudança de espaço e tempo serve como pano de fundo para a narrativa e mostra o quanto seu conceito é completamente original, pois produção e direção são japonesas.

Durante um combate contra o macaco Grood, junto dos maiores criminosos de Gotham, Batman acaba viajando no tempo por uma máquina construída pelo vilão. Mas ele não vai sozinho. Grood, Coringa, Exterminador, Duas Caras, Pinguim, Arlequina, Mulher Gato, Asa Noturna (Dick Grayson), Capuz Vermelho (Jason Todd), Robin Vermelho (Tim Drake), Robin (Damian Wayne) e Alfred, todos que estavam próximos durante o confronto, acabam reféns da máquina. Porém Batman foi o último atingido e ele chega no Japão dois anos depois de todos.

Já na terra do sol nascente, Batman rapidamente percebe que não está mais (“no Kansas”) em sua era e lugar. É encontrado por samurais fantasiados de Coringa e confronta-os de maneira offline (seus aparatos tecnológicos usam bastante a internet). Após o primeiro embate, ele consegue fugir e encontra com a Mulher Gato, que o leva até Alfred e ambos contam que o Japão tem seu arqui-inimigo como Shogum. Batman ainda tenta enfrentar o Coringa com um ataque direto, usando apenas o Batmóvel (que aqui se transforma ainda em uma aeronave e uma moto), mas por pouco não é morto pelo vilão e seus aliados conseguem salva-lo.

Depois de reencontrar seus amigos e descobrir tudo o que aconteceu durante os dois anos em que ele não esteve presente, Batman se depara com uma lenda oriental na qual um grupo de ninjas o vislumbram como um mito. O homem morcego decide então concretizar seu “destino”. Junto com os Robins e com a ajuda da Mulher Gato, enfrentam o grupo de vilões que querem conquistar o Japão e mudar a história. Mesmo que para isso, uma aliança ou outra precise acontecer, já que os próprios vilões também estão em conflito.

A construção dos personagens é quase perfeita em relação a personalidade de cada um, menos do Robin – Damian Wayne -, que é retratado como um adolescente (sim, ele é, mas na mitologia do Batman, Damian é um rebelde prodígio, cheio de personalidade) nada revoltado. Os vilões também estão bem caracterizados e batalham abusando de robôs gigantes (como era de praxe em muitos seriados japoneses: Changeman, Flashman e Jaspion, ou para os mais novos, temos como exemplo o derivado ocidental Power Ranger e seu Megazord). Batman Ninja é um anime que explora fantasticamente parte da mitologia japonesa (macacos, samurais e ninjas) junto ao universo do Cavaleiro das trevas (seus aliados e vilões) e ainda conta uma história atemporal e fora da curva em se tratando do que estamos costumados a ler ou assistir.

 

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