Dica de cinema – Megatubarão
por Ragner
em 20/08/18

Nota:

 

Filmes de tubarão estão entre os meus favoritos dentro da 7ª arte desde quase sempre (porém não embarquei na onda de Sharknado e bizarrices afins). Em 2016 resenhei Águas rasas, nele citei o clássico Tubarão (1978) e No fundo do mar (1999) e não posso deixar de comentar que gostei de Mar aberto (2004) e de 47 metros abaixo (2018). Todos esses filmes acompanham minha paixão por esse animal excepcional e hoje deixo para vocês uma resenha do mais novo filme sobre ele. No caso, sobre uma criatura pré-histórica, um ancestral “extinto”.

O filme já começa com um resgate mal sucedido, onde o encontro com uma criatura (ou algo até então sem explicação) faz com que o ex-mergulhador da marinha Jonas Taylor (Jason Statham) escolha deixar para trás alguns amigos, para poder salvar parte da tripulação de um submarino que tinha encalhado na região das fossas marianas. Anos depois, próximo a costa da China, uma estação de pesquisa se aventura a desvendar as profundezas do oceano. Quando uma parte da equipe de cientistas é atacada e incapacitada de retornar a superfície, o nome de Taylor é cogitado para salvá-los. Mas o ex-mergulhador vive como um simplório dono de barcos na costa da Tailândia e, ao ser encontrado, precisa decidir se encara um novo salvamento ou segue sua vida isoladamente.

O dilema aqui dura pouco, já que o tempo é cada vez mais escasso e ações precisam ser tomadas. Os pesquisadores estão em uma área desconhecida, sem comunicação e apenas com sua localização definida. Taylor chega a tempo de salvar Suyin (Li Bingbing), que tentou resgatar seus amigos sozinha e por muito pouco mais tripulantes não foram mortos. Mas foi durante esse salvamento que o megatubarão consegue nadar para a superfície e o oceano ganha o inquilino mais mortífero e gigantesco que já existiu.

Megatubarão não parece ter a pretensão de ser um filme sério ou mesmo de suspense como o clássico de 78 e muito menos se passa por um trash como Sharknado, mas consegue oscilar tranquilamente entre esses gêneros. Enredo e narrativa conseguem trabalhar e apresentar conceitos oceânicos e explicar possibilidades de pesquisa com naturalidade e veracidade e ainda nos trás cenas e situações caricatas que figurariam muito bem entre filmes B.

Jason Statham já é carinha tarimbada em filmes de ação e figura entre os atores brucutus de hollywood (ele deveria aparecer em filmes de quadrinhos, só acho) e um sobre tubarão foi uma escolha acertada. O personagem tem a ver com ele, possui uma aura bruta, mas que consegue dialogar com momentos de sensibilidade (Statham já fez variações assim na trilogia Carga explosiva, com seus pares). A química com os demais personagens é outro acerto, pois o herói que exala testosterona, confronta com o nerd milionário, a engenheira cheia de atitude, o medroso engraçadinho e o amigo que sempre ajuda quando é preciso, sem esquecer da filha do dono de tudo que acaba…bom…clichê.

O filme funciona muito bem e é uma excelente pedida para uma sessão pipoca.

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