Dica de cinema – Toy Story 4
por Bruno Lisboa
em 17/07/19

Nota:

A Pixar é um estúdio de animação que vem há décadas conquistando gerações com filmes que agradam não só ao público infantil, mas também ao público adulto. E toda esta trajetória de sucesso começou em 1995 com o primeiro Toy Story, longa que conquistou público e crítica e abriu precedentes para que a empresa seguisse em frente lançando vários projetos de sucesso como as franquias Carros, Os incríveis, Monstros S.A., Procurando Nemo e os não menos geniais Wall-E, Up – Altas Aventuras, Divertidamente, Viva: a vida é uma festa. Mas Toy Story seria o que poderíamos chamar de “menina dos olhos” da companhia.

Mesmo após dois filmes de sucesso na década de 90, que deixaram nas entrelinhas que a trajetória do cowboy Woody e seus asseclas estaria encerrada, a Pixar resolveu por reavivar a franquia e isto acabou por resultar num de seus projetos mais bem sucedidos. Então, após o estouro de Toy Story 3 (2010) que resultou em uma das maiores bilheterias da história e premiações inúmeras, logicamente, era esperado que mais um volume fosse produzido.

Dirigido pelo estreante Josh Cooley, este quarto volume da série começa justamente aonde o terceiro termina: os brinquedos agora tem um novo lar e uma nova dona (Bonnie). Todos estão felizes com a nova rotina, mas a entrada dela para uma nova escola traz uma série de mudanças para a rotina da casa e para sua vida.

Toy Story 4 não chega a ser tão denso quanto ao seu predecessor, mas novamente acerta em cheio ao falar das fases de transição da infância. O universo escolar é, geralmente, onde a criança experimenta pela primeira vez a mudança de seu próprio universo.

Bonnie, personagem central do filme, carrega em si toda a insegurança natural de estar num ambiente onde tudo lhe é estranho. E é extremamente comum que a criança busque algum subterfúgio para que não se sinta tão só nesta fase tão complicada.

Garfinho, brinquedo que Bonnie cria no 1° dia de aula, acaba por ser o elemento principal ao ser o elo para que ela consiga se encontrar no ambiente de muitas novidades. Lembro-me vivamente o quão difíceis foram os primeiros dia de aula numa escola para a minha filha.

É de fato doloroso para um pai ver que seu filho está tomado pelo medo, com a cabeça cheia de dúvidas. Por isso é tão importante a nossa presença, para que possamos, junto a escola, fazer com que esta fase seja breve, para que adaptação ocorra da melhor forma possível.

A cena em que Woody explica para Garfinho o papel que ele tem para Bonnie é uma aula de psicologia infantil, direcionada para muitos pais que ali estavam na sala de cinema com seus filhos, mas que ainda não compreendem de fato a importância que têm na vida dos filhos.

Se teremos mais aventuras de Woody e sua turma é uma incógnita, mas o legado deixado encanta gerações de ontem e hoje.

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