Revisitando – O Rei Leão
por Bruno Lisboa
em 31/07/19

Nota:

Lançada em 1994 , a animação “Rei Leão” foi, até então, um dos maiores sucessos que a Disney havia produzido. A enorme repercussão (e a qualidade) fez com que o filme ganhasse prêmios, adaptações para vários formatos e a predileção de gerações. Já com uma resenha da animação aqui no Poderoso.

O sucesso da saga de Simba acabou por abrir precedentes para a companhia enfileirasse uma série de projetos de animação (“Tarzan”, “Lilo & Stich”, “Frozen”, “Zootopia”…) que, em sua maioria, mantiveram a qualidade e souberam, a sua maneira, criar suas próprias regras.

Outra vertente que o estúdio também apostou neste período foram as live actions que são versões requentadas de suas animações, mas com atores reais e que, novamente, renderam mais alguns milhões. Porém, se algumas destas readaptações renderam elogios outras nem tanto.

Passados 25 anos eis que temos a oportunidade de ver o leão Simba de volta às telas. Mas a pergunta que fica é: o mundo precisava de uma versão foto realística para “O rei leão”?

Bom, para começo de conversa a versão 2019 para “O rei Leão” é ipsis litteris a original no quesito roteiro. E isto não é um elogio. De fato o texto original é belo, denso e atemporal, mas reproduzir o mesmo retira a originalidade desta adaptação.

Por um outro lado é deveras interessante ver o trabalho que foi feito pelo diretor Jon Favreau e sua equipe ao transportar o universo da animação para uma África real. A fotografia em si é estonteante, em pé de igualdade a documentários sobre a savana.

A dublagem (que infelizmente impera nos cinemas do Brasil) soa honesta graças a boas interpretações dos protagonistas feitas pelo ator Ícaro Silva (Simba) e a cantora Iza (Nala). Mas ainda sim verei o filme novamente para ouvir o áudio original para ver o trabalho Donald Glover e Beyoncé, respectivamente.

E por mais que o filme seja censura livre é interessante ver o quão assustador pode ser para uma criança. O tom sombrio e realista desta versão fez com que minha filha de 3 anos fechasse os olhos nas cenas de luta. As mesmas estavam presentes na animação? Sim! Mas a veracidade desta versão chega a chocar as crianças não adeptas a este tipo de cena.

Se a Disney dava sinais de estar aberta a recriar seu próprio universo e apostar em novos caminhos (como Malévola) esta versão de “O Rei Leão” é um pequeno passo atrás, mas que ainda sim comove gerações.

Postado em: Dica de Filme
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