Netflix com o Poderoso- Love
por Bruno Lisboa
em 29/03/16

Nota:

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Fundada em 1997, a Netflix surgiu no mercado como empresa responsável pela entrega de DVDs pelo correiro nos EUA . Após grande sucesso nesta empreitada, a companhia resolveu apostar no serviço de streaming de filmes e séries em terras norte-americanas desde 2007. De lá pra cá, a marca expandiu seus negócios para mais de 190 países e é, sem dúvida, a maior e melhor em sua seara.

O único porém quanto ao trabalho realizado pela provedora é o fato de que grande parte de seu catálogo demora a ser atualizado com a contemporaneidade . O atraso se dá devido a concorrência da TV a cabo que adquiri de modo exclusivo grande parte do conteúdo produzido, deixando a Netflix com poucas opções.

Para sanar a lacuna a empresa, acertadamente, resolveu apostar na geração de conteúdo. Desde 2013, séries próprias como House of Cards (que já foi resenhada por aqui e aqui), Orange is the new black, Demolidor, Jessica Jones, entre tantas outras, tem conquistado elogios da crítica e um grande séquito de admiradores.

Para acompanhar de perto este, decidimos por aqui criar uma coluna mensal (como parte da nossa semana de cinema) sobre o que de melhor o Netflix tem produzido. Como ponto de partida comento sobre a recém lançada Love.

Escrita em parceria entre Paul Rust, e Leslie Arfin e Judd Apatow (aclamado diretor de cinema, responsável por filmes como Ligeiramente grávidos, O virgem de 40 anos e séries como Freaks and Geeks), Love é uma série que foge dos padrões habituais das comédias românticas. Fugindo do famigerado formato exagerado de outras tantas produções neste quesito, aqui temos em seu cerne dois personagens que estão próximos a realidade do universo das relações humanas.

Como parte central da história temos Gus Cruikshank (interpretado por Paul Rust) e Mickey Dobbs (Gillian Jacobs). Distante do ar caricatural, os personagens centrais são completamente opostos, mas que buscam, de maneira irônica, algo comum. Gus é um “cara legal”, nerd por excelência, que trabalha como tutor num set de uma série tv e sofre das agruras de um término de relacionamento recente. O mesmo sonha em ser roteirista e abandonar de vez a carreira de professor. Mickey, por sua vez, é uma hedonista inveterada que trabalha como produtora de um programa de rádio. Ela planeja largar o vício das drogas e quer encontrar um namorado ajuizado que compreenda e aceite a sua essência tresloucada.

Ao longo dos 10 episódios da primeira temporada acompanhamos as idas e vindas da dupla que passa por várias situações passíveis da vida real. Afinal quem nunca passou por encontros amorosos desconfortáveis ou enfrentou a incompatibilidade de gostos pessoais e de amigos comuns? Para imprimir veracidade a estas situações, Rust e Jacobs entregam de bandeja atuações dignas aos seus heróis que buscam repaginar suas vidas a qualquer custo.

O uso da trilha sonora cumpre papel fundamental na série. Mais do que meramente ser pano de fundo e sem destaque, as canções utilizadas dialogam precisamente com as situações vividas. “Jet”, de Paul McCartney,  e “I’ll fight”, do Wilco, são ótimos exemplos de como é possível estabelecer o diálogo entre roteiro e a canção.

O final em aberto deixa as expectativas em alta para o que estar por vir, tamanha a qualidade e originalidade imprensa. Aguardaremos ansiosamente a segunda temporada.

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