Semana de Cinema – Álbum de família
por Thiago
em 29/01/14

Nota:

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Existem filmes tão tristes, mas tão tristes que quando você sai do cinema sua vida parece muito melhor, seus problemas se tornam miraculosamente bobagem. O fantástico Álbum de família é assim.

Fui ver sem nem saber do que se tratava. Era o único com horário disponível, uma grata surpresa. De título original August: Osage Conty, é baseado em uma peça de teatro de mesmo nome, escrita por Tracy Lets e vencedora do Pulitzer e do Tony. Este dado me levou a uma reflexão: normalmente nos preocupamos com as adaptações dos livros para o cinema, mas e quanto as adaptações do teatro para o cinema, como fica?

Acredito que a versão para teatro deve ser bem melhor, pois a adaptação deixou a desejar, mas o texto e os atores fazem isso ser algo pequeno. O elenco do filme conta com Meryl Streep, Julia Roberts, Ewan Mcgregor, Chris Cooper, Margo Martidale, Benedict Cumberbatch, Abigail Breslin e outros grandes nomes.

A proposta do filme é basicamente a seguinte: quando as filhas de Violet Weston (Meryl Streep) pegam a estrada e precisam se reunir com a mãe depois de uma tragédia na família Weston, Violet derruba sobre elas todo o rancor de quem carregou o mundo nas costas porque “era a coisa certa a fazer”. As filhas são vividas por vividas por Julia Roberts, Julianne Nicholson e Juliette Lewis.

O filme trabalha duas coisas, uma posta de forma quase que explícita na tradução do título é a família e todas as suas mazelas de ser. A outra é a questão de gerações e as matrizes que formam as mesmas.

Aqui o choque de gerações principal, mas não único, se dá entre a personagem de Meryl Streep e suas filhas, encabeçadas pela personagem de Julia Roberts, uma dobradinha que gerou cenas de arrepiar e uma indicação ao Oscar deste ano para ambas. Streep como melhor atriz e Julia Roberts como atriz coadjuvante.

O interessante é o quão notável é no filme como os atores estão na mesma sintonia e trabalharam bem seus personagens, todos ricos em detalhes, mesmo os que fazem uma pequena participação. São todos peças de um quebra cabeça, um personagem precisa do outro pra existir e justificar sua forma de ser e ver o mundo.

Nossa construção enquanto ser humano é muito bem reproduzida aqui, afinal, é assim que crescemos, moldados dentro de um núcleo familiar, herdando traumas, medos e desejos que não são nossos mas que nos fazem quem somos.

Ao olharmos para nós mesmos, em um exercício de autoconhecimento, uma coisa importante que encontraremos guiando nossa colcha de retalhos interna é nossa família, seus costumes, suas crenças e seus dramas.

Atenção: este não é um filme simples para se ver a qualquer momento, é um drama complexo, com personagens tão complexos que se tornam plausivelmente reais.

Bom filme e boa reflexão pra você e pra sua família!!

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