Semana De Cinema – Alta Frequência
por Ragner
em 27/08/13

Nota:

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Tenho certa paixão por esse filme. A forma com que trata questões temporais e espaciais são bem interessantes, mesmo que algumas coisas sejam questionáveis, mas o entretenimento e a aventura proposta são muito bem desenvolvidos, sem esquecer da relação familiar apresentada, do quanto o impossível é desproporcional a força de vontade de conseguir fazer o que deseja de verdade.

De tempos em tempos assisto o filme e continuo gostando, isso garante, absolutamente, o quanto gosto de tudo que está ali e algumas vezes me ocorre alguma coisa diferente ou percepção de algo a mais. Um detalhe que não tinha reparado antes ou mesmo perceber coisas diferentes do que já tinha concebido. Enfim, o filme é muito bom e não me canso dele.

John Sullivan é um policial que vive momentos de conturbados com a namorada, com casos violentos em seu cotidiano e com a sombra da morte do pai há 30 anos. Mas depois de um inexplicado surgimento de uma aurora boreal nos arredores e uma tempestade eletromagnética, um velho rádio amador proporciona uma conversa com seu passado e a pessoa que está do outro lado, é nada menos que seu pai. O herói de sua vida, o homem que, agora, pode mudar seu presente.

Frank Sullivan, um bombeiro dedicado ao serviço e a família, passa a ter um papel fundamental na história de John e sua mãe novamente. Ele pode ser o único capaz de resolver um histórico caso de assassinato de enfermeiras que nunca foi solucionado e que, com o tempo, acaba se ligar à sua própria família. John salva Frank de sua própria morte e isso acarreta situações que mudam o presente e ambos precisam aprender a viver com isso. Ambos precisam entender como e quando reviver uma história que pode mudar todo o futuro que acaba sendo reescrito no presente de John.

A partir do momento em que pai e filho começam a se comunicar pelo rádio, o mundo já sofre algumas alterações e questões dimensionais se mostram profundamente questionáveis. A viagem temporal é quase uma impossibilidade pelo fato de, por si só, já abalar com o contexto existencial de tudo que já foi criado até o momento da viagem. Mas o filme tenta abordar essa possibilidade de outra maneira e esse encontro atemporal entre os dois, não passa de um contato sem grandes consequências. Somente o “universo” deles é transformado. Não sei se por haver apenas relação entre os dois, mas pouco foi trabalhado o que acontece com outras pessoas. Mas nada disso estraga o quanto o filme é bom. Pelo menos para mim.

 

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