Semana De Cinema – Atômica
por Ragner
em 25/10/17

Nota:

 

E os anos 80 estão com a corda toda. Produções como Stranger Things e a readaptação de It – A Coisa tomam conta das telinhas e telonas. Ambas foram ambientadas na década que mudou o mundo. Digo isso pois foi em seu último ano que o famigerado muro que dividia o mundo caiu. E essa queda serve como pano de fundo para Atômica, filme de David Leitch e com Charlize Theron como protagonista.

O enrendo deste filme de ação e espionagem gira em torno Lorraine Broughton (Charlize), uma espiã do MI6 que precisa ir para Berlim descobrir o que aconteceu James Gascoine, um oficial inglês que possuía uma lista com a identidade de agentes. Para completar a missão, seu contato na cidade dividida é David Percival – James McAvoy – um agente que já se sente um quase alemão. Mas ao pousar em Berlim, Lorraine percebe que sua presença já é de conhecimento da KGB e que não pode confiar em ninguém. Lorraine e Percival ainda tentam escoltar o homem que entregou a lista para Gascoine, mas a missão não é tão simples e vários corpos são deixados pelo caminho.

A ação aqui existe muito bem coreografada e a atmosfera de espionagem também, pois para quem curte o assunto, sabe bem que vida de espião pode ser bem maçante, já que o ideal de James Bond e Jason Bourne não é tão alucinante o tempo todo.

Durante o filme temos alguns momentos de pancadaria frenética e outros que deixam claro como a espionagem necessitava de paciência e vigilância constante dos envolvidos. Na época da Guerra Fria, os interesses de países em esconder seus espiões e coletar informações sobre seus inimigos geravam uma corrida de vida ou morte que corroboravam jogos de intrigas, traições, agentes duplos e também insubordinações. Atômica consegue balancear bem essas consequências e ainda tem uma trilha sonora que causa bastante nostalgia (boas lembranças tenho dos anos 80).

O mote do filme é esse, sem mais nem menos. A argumentação é simples, mas que apresenta bem como era a atmosfera tensa em 1989 entre potências mundiais e que ainda faz com que a experiência que deu certo em De Volta Ao Jogo seja explorada por uma protagonista mulher.

David Leitch nos trouxe John Wick e agora apresenta Lorraine Broughton, atirando, batendo e machucando horrores. A fórmula em Atômica ganha outro aspecto, já que a personagem deixa claro o quanto é empoderada e que faz o que bem deseja e com quem deseja. Tanto John quanto Lorraine parecem reflexo um do outro e como o matador já ganhou uma sequência e tudo indica que rolará outros filmes, defendo que a espiã siga o mesmo destino.

 

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