Semana de Cinema – Carros 3
por Ragner
em 26/07/17

Nota:

 

Relâmpago McQueen está de volta e em uma aventura que recupera toda a áurea do primeiro filme. Enquanto o segundo filme saiu no vácuo do primeiro, só para fazer número$, esse garante a condição de “moral da história” e ainda consegue ser melhor (ambos resenhados aqui). Carros 3 evolui em tecnologia e em desconstrução. Sim! Tanto o clímax do filme, quanto alguns acontecimentos que são desenvolvidos durante a animação, são uma clara demonstração de como o enredo foi influenciado pelos tempos atuais.

Aqui temos o carismático Relâmpago McQueen ainda disputando suas provas de velocidade. Tudo tranquilo, correndo entre amigos, ora vencendo, ora perdendo e entre uma disputa e outra aparece um novato que vai mostrando o quanto os demais carros estão se tornando ultrapassados, pela galera mais jovem e por novas tecnologias. Os veteranos vão se aposentando, seguindo o fluxo da inovação e aceitando que estão passando vergonha com os modelos que estão ganhando tudo. Mas o que o outrora calouro da Copa Pistão não quer aceitar que é sua hora de parar.

 

Eu decido minha hora de parar – Relâmpago McQueen

 

Após sofrer um grave acidente quando tentava vencer no final do campeonato, McQueen passa meses recluso, mas com a motivação certa junto de sua companheira Sally (que quase não aparece na animação), ele decide voltar a competir e não se aposenta. Voltando ao universo das corridas e se deparando com uma grandiosa equipe (seus patrocinadores da Rusteze venderam a marca), nosso “velocista escarlate” (sim, uma brincadeira com o flash, já que ambos são vermelhos), precisa se adaptar a nova realidade e ganha apoio da jovem treinadora Cruz Ramirez, que mesmo sendo colocada de lado e sendo tratada como uma garota que só é vista como coadjuvante em um universo “masculino”, tem muito a ensinar.

 

Não existem atalhos – Cruz Ramirez

 

Além de um grande ensinamento, outras pequenas coisas lembram o primeiro filme: a busca por respostas, a motivação para superação, a troca de experiências entre o novo e o velho e uma linda surpresa. Porém, diferente do primeiro Carros, a surpresa vai sendo construída durante todo o filme e o que acontece em seu ponto alto, nada mais é do que a conclusão mais óbvia do que podemos aprender com tudo que nos foi mostrado. E isso foi deveras gostoso de se assistir.

Contar mais coisas pode até tirar a graça das muitas pequenas coisas que nos é mostrada de maneira bem sutil, engraçada e também graciosa. Carros 1 era minha animação preferia ever de todos os tempos, mas digo com total disposição que o 3 conseguiu superar e acrescento algo que não tinha citado na resenha anterior: quando foi lançado em 2006, eu tinha lá minhas reservas e fui assistir com um pé atrás. Grata surpresa. Dessa vez estava ansioso e queria sentir aquela coisa boa que rolou com o primeiro. Não deu outra e adorei mais ainda.

 

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