Semana de cinema: Creed – Nascido para lutar
por Thiago
em 30/03/16

Nota:

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Sei que este texto está saindo atrasado, mas vamos deixar o passado pra lá e falar de Creed.

Uma breve sinopse: O filme nos apresenta um novo personagem, Adonis Creed, filho de Apollo Creed (eterno adversário e amigo de Rocky), e este jovem faz com que Balboa seja figura secundária em seu próprio universo.

Adonis traz um drama intenso para o filme. Fruto de uma relação extraconjugal de Apolo com uma fã, orfão de comportamento agressivo, acaba por ser adotado pela viúva de Apollo. Consegue uma boa vida, boas oportunidades e se torna um jovem executivo de uma empresa em Los Angeles. Porém não sentia que aquele era seu lugar, atraído pelo universo do pai, o boxe, entra no mundo das lutas amadoras até decidir largar tudo e se tornar profissional. Através desta grande decisão, nosso personagem resolve procurar um mestre para sua jornada e quem mais recomendado neste universo que o centro de tudo? Sendo assim, Adonis busca Rocky Balboa para ser seu treinador e o ajudar a ingressar no mundo do boxe profissional.

Desde que avisaram que iam fazer este filme me empolguei e ao ver o primeiro trailer fiquei muito animado. No fim do ano passado estava em uma pousada na praia com poucos canais disponíveis na tv e em um deles passou um especial da madrugada com todos os filmes do Rocky. Enfim, criei expectativas bem altas…e foi aí que a coisa desandou.

Pra piorar a situação temos o diretor (Ryan Coogler) e o protagonista (Michael B. Jordan), que juntos fizeram um dos filmes que mais gostei nos últimos tempos, Frutivale Station, resenhado aqui.

 

coogler

 

Crianças aprendam o seguinte: não criem expectativas na vida, mas principalmente não criem expectativas em relação a filmes. Se este filme trouxer um personagem pelo qual você tem grande carinho, não vejam nem o trailer.

Como fã da série de filmes do Rocky venho aqui falar sinceramente que não gostei de Creed. Sai do cinema emocionado, comprei a ideia na hora, mas com a sensação de algo errado. Dentro do onibus, voltando pra casa, entendi a cilada que foi e os grandes problemas que o filme apresenta.

O principal problema está nas amarras da história do personagem principal. Uma dose de drama considerável no prelúdio que se perde no decorrer do filme, as coisas vão deixando de ser tão difíceis na vida do jovem Creed. Não prendendo assim o interesse da platéia. Entretanto as cenas de luta são muito bem feitas, tomadas únicas que te fazem sentir soco por soco, elevando a adrenalina e empolgação no alto, mas depois que acabavam as cenas de luta as coisas voltavama esfriar.

O outro ponto negativo (agora com spoiler) é a forçada de barra que dão com Rocky Balboa. Vamos ser sinceros, Stallone não é um ator ruim, mas está longe de ser brilhante. Não há problema em ser canastrão, isso já é esperado, mas em certos momentos a coisa fica estranha, como o cancer e aquela maquiagem tosca que fizeram. Não vejo aqui uma culpa do ator, mas do diretor que aproveitou equivocadamente o que tinha em mãos. Algumas cenas mostram a capacidade do Stallone, como a cena sozinho no cemitério conversando com sua falecida esposa em sua lápide, momento emocionante do filme, mais que isso, momento crível.
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De um modo geral, o filme peca pra mim pelo drama mal medido e usado de modo errado. Em contrapartida a cena solo do Rocky no cemitério que descrevi no parágrafo anterior, outras cenas não me desceram, como a repentina aceitação em treinar o filho do Apolo. Rocky se mostrou firme em sua posição e do nada muda de ideia. Outras cenas de explícito orifício anal adocicado fazem do roteiro uma coisa meio estranha. Se proponho um drama, uma dificuldade, tenho que explorar a proposta, caso contrário perde o sentido, faz com que a história fique fraca e tornam certas cenas e conflitos desnecessários. È isso, o roteiro apresenta diversos momentos desnecessários. Depois disso não dá pra falar muito mais e nem pra dar mais que dois pingados pro filme.

Bom filme a todos.

 

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