Semana de Cinema – Drive
por Patricia
em 22/10/12

Nota:

Drive é um filme intenso. Apesar de parecer um filme de ação, ele é mais humano do que isso.

A história nos apresenta a um dublê de filmes que também trabalha em uma garagem e é um excelente piloto. Entre seus vários empregos está ser o motorista da vez para bandidos que precisam escapar da polícia depois de suas atividades e ele é bom. Ele é taciturno, raramente sorri, não se desespera e parece sempre ter um plano b na manga. Em momento nenhum do filme sabemos seu nome. Ele é apenas…o Motorista.

O filme é intenso mas em um raro momento de leveza, ele conhece sua vizinha e eles começam a sair – ele parece verdadeiramente interessado em algo mais pessoal. Porém, o marido de Irene está na cadeia e sai antes que ela e o Motorista possam desenvolver algo mais definitivo. No entanto, ele se apega ao filho dela e quando encontra o marido de Irene quase morto, surrado por dois caras que querem dinheiro, ele decide ajudá-lo a se livrar do problema.

É aqui que a coisa toda bate no ventilador. Mas, claro, não é fácil ajudar um ex-presidiário a se livrar de suas dívidas.

Quando tudo dá errado, o Motorista se transforma em uma personagem quase bipolar alternando momentos extremamente violentos (na verdade, assustadoramente violentos) com momentos carinhosos e até simpáticos. Mas não se engane, nada do que ele faz é de graça. Todas as suas ações são reações de alguma outra coisa – ele é passivo até ser provocado.

O filme todo é permeado por uma trilha sonora perfeita que dá o tom para os momentos precisos. E Ryan Gosling está….uau! Simplesmente UAU! É inacreditável que ele não teve nenhum reconhecimento da Academia por esse filme. A habilidade dele de passar do leve para o intenso é tão impresionante que ele carrega o filme nas costas tranquilamente. Menção honrosa para Albert Brooks que interpreta o mafioso local que funciona como o motor da história.

Recomendadíssimo!

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