Semana de Cinema – Dunkirk
por Bruno Lisboa
em 27/07/17

Nota:

 

Para ser um grande diretor de cinema uma das regras que devem constar no regulamento é a seguinte: “deverás fazer um filme épico de guerra”. Numa breve lista basta lembrar que Stanley Kubrick (Glória feita de sangue), Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios), Terence Mallick (Além da linha vermelha), Francis Ford Coppola (Apocalipse Now) e Steven Spielberg (O resgate do soldado Ryan) são apenas alguns exemplos de diretores que se aventuraram pelo gênero e acabaram por produzir clássicos do cinema. E o mais novo membro deste seleto grupo é Christopher Nolan que comandou os trabalhos de Dunkirk.

Baseado em fatos reais, o longa nascera a partir de um argumento criado pelo próprio diretor. Ambientando na segunda guerra mundial, a narrativa traz a tona um dos momentos de maior complicação da época no qual o exército inglês e o francês encontram encurralados pela frota alemã na cidade de Dunkirk, cidade localizada no norte da França. Sem formas de escapar, um grande números de soldados de ambos os países encontram-se a beira mar a espera de um milagre que possam leva-los de volta para casa. Numa tentativa desesperada, o governo inglês apela a população Londrina para que ajude no regaste dos soldados através de barcos de uso doméstico.

Dividido em três perspectivas (no ar, na terra e no mar), o roteiro estabelece um nível de tensão de maneira sustentável,  devido a ordem dos acontecimentos que surgem na tela de maneira tão verossímil (graças ao grande apelo visual e sonoro) que deixa o espectador atônico, tamanha a qualidade imprensa. Mas isto não é novidade para quem já é adepto do cinema de Nolan que tem como marca o primor técnico nestas áreas, deixando claro que não é a filmagem em 3D a responsável pela sensação de trazer a realidade para o público e sim um bom som (o filme foi rodado em IMAX) e imagem.

No campo das atuações Nolan extrai o melhor tanto do jovem elenco que tem em mãos quanto dos veteranos. Nesse sentido brilham as presenças de Fionn Whitehead, Tom Glynn-Carney e Harry Styles (ex-integrante da boyband One Direction), todos em suas primeiras atuações no cinema e já em papéis de destaque. A ala experiente formada por atores veteranos como Kenneth  Branagh (Sete dias com Marilyn), Cillian Murphy (Extermínio), Mark Rylance (Ponte de espiões) e Tom Hardy (Mad Max: Estrada da Fúria) atuam de maneira secundária, mas com a qualidade que lhe são peculiares.

De certo é difícil trazer o novo num gênero que anualmente é explorado por produções diversas, mas é deveras impressionante como Nolan imprimi sua personalidade no gênero. Tecnicamente impecável Dunkirk deve figurar, merecidamente, em listas de melhores do ano.    

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