Semana De Cinema – Efeito Borboleta
por Ragner
em 30/08/13

Nota:

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Imagina existir a possibilidade de poder voltar no tempo e consertar o que você julga errado (ou ruim pra você, para pessoas que gosta, qualquer acontecimento nada favorável), mas podendo correr o risco de nunca mais ter a vida que sempre teve.

Efeito Borboleta é um dos filmes que mais amo, um dos que julgo quase perfeito em sua totalidade e que sempre faço questão de dar uma assistida, mesmo que por partes. O filme é uma obra de arte no quesito viagem temporal e como cada ação pode acarretar consequências cada vez mais destrutivas, já que o que aconteceu, tinha que ter acontecido daquela maneira e não poderia ser diferente. Tentar mudar, pode transformar completamente o presente e muitas vezes, da pior maneira possível. Mesmo atitudes aparentemente irrelevantes podem resultar em situações catastróficas. Uma simples mudança de ares, percurso ou decisão, pode levar a um futuro absurdamente desastroso.

Evan Treborn leva uma vida normal e até interessante como estudante de psicologia, mas descobre, após ler antigos diários, que possui uma incrível capacidade de reviver momentos chaves em sua vida até então. Em cada página escrita, em cada situação anotada como forma de tratamento quando todos imaginavam que ele poderia ter algum distúrbio ou problema psicológico, Evan vai percebendo que tudo que aconteceu, principalmente quando tinha apagões não explicados, servia como uma ligação direta com seu passado para poder voltar, mas a cada retorno, suas tentativas, quase egoístas de melhorar a vida de alguém, piorava mais ainda o presente.

Por alguns motivos a volta ao passado foram responsáveis por gerar mais outros motivos. Quando Evan retorna tentando salvar a vida da garota que sempre gostou, isso faz com que um colega passa a sofrer todo o mal que antes não era tão visível. Quando tenta resolver um caso que parece simples, um amigo sofre as consequências. Quando tenta ajudar o tal amigo, a garota passa a ter uma vida pior do que já tinha naturalmente. Quando decide pensar somente nos outros, sua vida passa a não ter mais sentido, mas seu futuro não poderia ser de um simples suicida. A cada retorno, Evan muda para pior o presente e todas essas “viagens” são possíveis exatamente nos momentos dos apagões que sofria quando criança e adolescente, como se tudo já estivesse ligado. Isso é um ponto deveras excelente no filme, já que explica o que parece ser pontas soltas no decorrer de toda a história, até a 1ª viagem temporal.

Após muitas tentativas frustradas, ele percebe que a única coisa a fazer seria não ter história com as pessoas que ele tenta salvar. Sem história, sem passado para ser mudado. Nada de errado poderia acontecer. Então a cena inicial do filme auto se explica e uma última viagem é realizada para que nenhuma outra precise ser feita. Outro atrativo bem legal são os finais alternativos. Ok que um em específico beira a fanfarrice, é engraçado, mas o utilizado ainda é o melhor, mesmo não sendo o mais “bonitinho”.

Tudo o que acontece em nossas vidas está interligado, nada acontece por acaso, o que ocorre tem que ser do jeito que é, pelo menos é o que se acreditam algumas crenças sobre a vida. E o filme trabalha muito bem isso e como a teoria do caos funciona. Fizeram duas sequências, mas não cheguei a assistir. Não me interessaram o bastante e nem li boas críticas sobre. Estão planejando um reboot, espero que consigam escrever e filmar algo a altura do originam, fiquemos no aguardo.

 

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