Semana De Cinema – Guerra Mundial Z
por Ragner
em 24/09/13

Nota:

Z

 

O levante zumbi na mídia só aumenta. Gibis, séries, filmes, livros sobre os mortos vivos tem ganhando status de grande importância na cultura pop. Lembro que anos atrás não passavam de monstros de baixa escalão, mas hoje estão nas paradas de sucesso e já ganhando o interesse popular da mesma magnitude de vampiros e lobisomens.

Como acontece com alguns clichês, os já bem conhecidos zumbis possuem características que são particulares, mas mudanças existem e alguns autores e diretores procuram criar algo diferenciado que possa deixar sua obra única ou que pelo menos chame mais a atenção. No caso de Guerra Mundial Z, os mortos não só estão famintos, como também correm, saltam e são incensáveis (lembrando os “vampiros” de A Lenda). Mas não é só isso, a grande sacada do filme também é o que o deixa diferente de tudo que já tinha sido feito sobre eles.

O começo já exemplifica o caminho que a humanidade vem seguindo, intensificando cada ato horrível e inconsequente do homem. Aqui até parece algo jornalístico que estamos acostumados à assistir (englobando tudo de pior que já fizemos contra nós mesmos e contra o mundo) e com os primeiros 10 minutos de filme somos envolvidos com uma trama que já deixa claro o quanto pode ser muito boa. Sim, PODE. O 1º ataque já destrói cidades inteiras e perguntas transbordam sem quaisquer indícios de respostas. Com o tempo vamos entendendo o que pode estar acontecendo e como o ser humano combate o desconhecido.

Temos Gerry Lane (Brad Pitt), investigador da ONU, está afastado do serviço, meio que aposentado (isso não entendi direito) cuidando de sua família e vivendo dia após dia como um bom esposo e dedicado pai, mas quando todos presenciam uma monstruosa loucura que aterroriza o centro da cidade em que vive, nada mais importa a não ser lutar pela sobrevivência. Mas como o melhor naquilo em que trabalhava, vai percebendo, naturalmente o que ocorre ao seu redor e vai analisando melhor o que pode até mesmo parecer supérfluo. A cena dele prestando atenção na transformação zumbi já deixa claro o porque dele ser tão importante.

 

 

Depois que ele e sua família conseguem chegar a salvo no único lugar possível dos E.U.A. para poder sobreviver aos ataques, Gerry é intimado a ajudar a resolver a calamidade que arrasa o mundo, não sobrando nenhuma outra alternativa a não ser se juntar à um pequeno grupo das forças armadas e um biólogo que pode ser o único capaz de encontrar uma cura ou uma maneira de enfrentar a praga. A cena em que Gerry salva o contato “casa” no celular via satélite, mostra o quanto a esposa e duas filhas representam para ele e isso é o que o faz seguir adiante.

O filme segue com diversos discursos sobre humanidade, fraqueza humana, questões biológicas, evolutivas e filosóficas, caracterizando-o mais do que um simples filme sobre apocalipse zumbi ou fim do mundo. O conceito por traz de algumas cenas emblemáticas e diálogos sócio-politico-culturais, alevam a sensação blockbuster que gira em torno do filme. O enredo e a ação estão muito bem entrelaçados fazendo a gente gostar ainda mais do que está assistindo.

 

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