Semana de Cinema – Mad Max 2 (1981)
por Patricia
em 27/07/15

Nota:

Unknown

Continuo na saga de revisitar Mad Max na ordem correta das coisas. Mês passado falei do excepcional filme original e, esse mês, falo da sequência de título criativo: Mad Max 2.

Depois de vingar sua família, Max continua sozinho andando pelo deserto australiano procurando gasolina e tentando se manter longe de problemas. Ele agora tem um cachorro que o acompanha e vai descobrir uma base que tem gasolina e é guardada por um grupo de pessoas que recriaram algum tipo de sociedade.

Essas pessoas defendem o combustível com a própria vida. Max vai aproximar-se deles e ajudá-los a fugir quando a gangue de motoqueiros, agora liderados por um maluco que se auto intitula Lorde Humungus, está cada vez mais próxima de roubar o combustível.

Portanto, o tema central da saga se mantém – um mundo distópico onde os homens foram reduzidos a animais apaixonados por gasolina. A diferença aqui é que as primeiras cenas do filme são algo como uma atualização para o leitor. São algumas cenas que nos mostram como o mundo chegou onde está e qual o papel de Max na coisa toda. Isso ajuda, mas Max fala pela primeira vez no filme, aos 10 minutos, por exemplo. Ou seja, continuamos com aquele aspecto de enredo cru e objetivo deixado para o espectador entender algumas coisas por conta própria.

Falando em cru, as cenas de violência continuam épicas. Temos, inclusive, uma criança no estilo “ser das cavernas” matando um inimigo com um bumerangue que quase arranca o topo da cabeça do cara. São cenas bem tensas. E tem todos os elementos que tornaram o primeiro filme um clássico: mais explosões, bombas e gente estranha.

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O vilão principal é um maluco que usa calças com a bunda de fora. É um pouco difícil levá-lo a sério, para ser sincera. Tem algumas cenas que têm certo teor cômico, mas não convencem nesse sentido. Algumas outras são bem confusas. Em certo momento, não fica muito claro se Lorde Humungus está fazendo algum tipo de sacrifício ou se é macumba. Ou se ele é o líder designado da gangue ou apenas o mais maluco entre eles.

Max talvez seja o personagem que menos fala no filme todo e normalmente são falas curtas. Ele parece quase alheio do resto do filme em alguns momentos.

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Apesar desse segundo filme ter, basicamente, o mesmo cenário e personagens além do próprio Max, nota-se certa desconexão entre o primeiro e o segundo. Max não parece tão Mad nesse filme, ele é quase um cara normal que está seguindo com a própria vida e aí esses malucos estão no caminho e para chegar ao outro lado do deserto, ele precisa passar por eles. Talvez quando tiraram o elemento de “vingança pela família”, tudo ficou um pouco insosso e aí tentaram compensar com uma cena de perseguição que é basicamente metade do filme.

Sejamos sinceros: uma cena longa de perseguição não é a pior das idéias (e se você já viu algum filme do Adam Sandler você sabe que dá para fazer filmes bem piores com enredos bem mais trabalhados). Até porque, a cena de perseguição é completa para os fãs: mortes sangrentas, corpos destruídos, manobras sensacionais em carros improvisados e, claro, Mel Gibson.

Achei o primeiro melhor, mas o segundo não perde tanto assim. Considerando a limitação dos efeitos da época, continuamos com cenas boas e momentos do filme que entretém. Eu realmente só gostaria que o Humungus usasse uma cueca. Acho que seria melhor para todos os envolvidos.

Partimos para o 3o!

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