Semana de Cinema – Mad Max 3 (1985) – Beyond Thunderdome
por Patricia
em 25/08/15

Nota:

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Continuando a saga de assistir Mad Max na ordem em que foi filmada (já falei sobre os filmes 1 e 2 aqui no Poderoso). Chegamos ao final da saga original – o épico lançado em 1985 que conta com Tina Turner e muitas crianças meio que aborígenes.

Se o segundo filme parecia colocar o telespectador no caminho da contextualização, Beyond Thunderdome vira tudo do avesso novamente. Honestamente, é quase outro filme.

Max chega a Batertown, uma cidade que se move à base de excremento de porcos. Usando o metano que existe no excremento conseguiram criar eletricidade e mantém uma sociedade mais ou menos organizada. A Titia – interpretada por Tina Turner, que usa um maiô de metal inexplicável – e meio que controla coisa toda.

A distopia é total. As leis foram criadas pela Titia que institui o Thunderdome, ou Cúpula do Trovão,  em que a regra é “dois homens entram, apenas um sai”. Algo como as lutas do Coliseu Romano. Max é convocado a ajudar Titia a se livrar de um gigante e um anão que trabalham juntos e controlam a eletricidade. Se antes o mundo dependia de petróleo, agora o problema é energia. Titia quer se livrar deles para que ela possa controlar um dos bens mais preciosos.

Max perde a luta, mas não perde realmente – não vou entregar o resultado – e é exilado. Enviado pelo deserto para morrer de fome e sede. Porém, ele é encontrado por uma mocinha aborígene que o resgata e o leva para o pior pesadelo do mundo: uma selva cheia de crianças que fazem barulhos estranhos e esperam salvação. Elas acreditam piamente que Max é Capitão Walker, o homem que virá buscá-las e pilotará o avião que está caído no deserto.

É nada de nada, amigos. Max se propõe ao papel de salvador mais de uma vez, mas o filme como um todo é uma bagunça só. Tudo parece ser criado para resultar numa grande cena de perseguição – o coração da saga. No primeiro filme tivemos diversos carros; no segundo, um caminhão; e nesse terceiro, um trem. Dos três, diria que esse é o que teve um roteiro mais trabalhado – ainda que isso não se traduza automaticamente em um filme melhor.

Personagens estranhos não faltam, cenas icônicas não faltam também. Faltam algumas aulas de interpretação para a querida diva Tina Turner, mas dá para passar.  Terminei mais convencida do que nunca de que Mad Max é mesmo o avô da saga Velozes e Furiosos. Só que mais divertido e menos babaca com mulheres. É um filme divertido se você não esperar muita coisa.

Entre os três, o primeiro se mantém como o melhor de todos. Além de ser muito mais grotesco (no bom sentido) nas escolhas de violência, carrega também o prêmio de ter criado algo diferente – que tentou-se apenas simular nos filmes seguintes. Assistir aos 3 filmes originais aguçou consideravelmente minha curiosidade de ver o mais recente lançamento da saga.

Mad Max tem seu papel nos clássicos de ação no cinema estabelecendo um nível alto de criação de personagens, vilões malucos, cenas impressionantes para a época e, como não poderia deixar de ser, Mel Gibson.

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