Semana de Cinema – Mama
por Ragner
em 23/04/13

Nota:

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Já há um bom tempo que desejava assistir a um filme de terror e posso dizer que tal vontade acaba de ser suprida de forma fantástica. Guilherme Del Toro estava envolvido com o projeto e é um dos motivos de eu me interessar mais ainda por esse filme. Mama conseguiu reacender minha fé em filmes que deveriam garantir medo e suspense, e mesmo que em vários momentos eu não tenha assustado com aquele terror nos olhos, posso garantir que em outros pode rolar um pavor instintivo e admitir que eu tive um sobressalto em uma cena previsível.

Once Upon A Time… Assim começa o filme, como se fosse um conto de fadas, mas que já de imediato vai instigando para uma história de horror quando um homem mata a esposa, foge com as filhas e em um ato de desespero, tenta acabar com a vida delas também… Com o filme seguindo, podemos perceber vários aspectos que comprovam a ótica do terror. Noite, silêncio, uma cabana solitária, barulhos estranhos, uma floresta, um penhasco e um espírito que não pode partir enquanto não resolver o que ainda o prende em nosso mundo.

Com tais características bastante evidentes e bem trabalhadas pelo diretor, podemos perceber como tudo serve a favor à esse “conto de fadas” macabro e como o título vai além do que uma simples história de uma assombração (sim, espírito) que cuida das meninas perdidas. Mama defende mesmo que o “amor materno é eterno”, seja da forma que for e de quem for.

Após 5 anos de procura pelas sobrinhas – Victoria e Lilly -, Lucas continua gastando todos seus recursos até elas serem encontradas em uma cabana, no meio de uma floresta, aparentemente “desumanizadas” e com uma aparência animalesca. Mas com a certeza de que deveria cria-las agora e que devia isso ao irmão, ele as leva para casa depois de um pequeno tempo em um instituto psiquiátrico que atesta a saída delas. O tio é casado com Annabel, que pouco antes tinha se certificado de que não estava grávida e que não estava interessada em filhos. Essa passagem é, ao meu ver, emblemática, ainda mais que logo em seguida vamos percebendo sua aproximação junto às meninas.

Annabel é baxista de uma banda de rock, com tempo para ensaios e que não está muito interessada em mudar sua vida por causa de crianças, mas por uma inspiração de condição maternal e pelo fato de dia após dia ela ser a responsável pelas meninas (o tio acaba sofrendo um acidente e fica dias no hospital), as três vão se tornando uma família. O espírito de Mama passa a sentir ciúmes, Lilly era bebe quando seus pais morreram e não teve relações familiares a não ser durante os 5 anos na cabana e Victoria, que já devia ter entre 3 a 4 anos, começa a perceber quem Mama é e vai se aproximando da tia. Alguns dias sozinhas, atitudes estranhas das meninas e pesadelos, fazem com que Annabel fique preocupada com a presença de mais alguém na casa. Após o sumiço do psiquiatra que “estudava” as crianças, ela procura entender o que há de errado e Mama começa a agir contra ela.

Algumas aparições de Mama e a sugestão de vingança por “perder” seu filho vão dando o clima de terror, a movimentação, o ar sombrio e o silencio acompanhado de ocasionais trilhas de som, garantem situações que podem proporcionar sustos e isso me agradou muito. O final é sem dúvida, para mim, um dos pontos auge do filme, ainda mais pela opção de escolha que acontece, pela decisão, aceitação e luta entre Mama e Annabel… Para quem gosta do gênero ou quer um exemplar para iniciar, eis uma indicação acima da média.

P.S.: Filme assistido com minha Mariko que ficou com olhos “meio abertos”, mas acompanhou bravamente, kkk.

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