Semana De Cinema – Noiva Cadáver
por Ragner
em 25/07/14

Nota:

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Vamos de animação nessa sexta feira supimpa cheia de amor pra dar. No caso até amor além da vida, após a morte, entre os dois mundos que aparentemente possui mais coisas do que julga nossa vã filosofia. Na verdade não importa muito, deixemos de lado qualquer pré conceito em relação a isso, vamos simplesmente nos deleitar com mais uma obra do fabulosamente bizarro e fantástico Tim Burton.

Burton é mundialmente conhecido por seu estilo nada ortodoxo e compulsivamente estranho, underground e mesmo assim bastante lucrativo. O diretor segue bastante – “sempre” – uma fórmula para seus filmes e animações, quase até – “sempre” – com os mesmos atores (Johnny Depp e Helena Bonham Carter sabem muito bem disso), mas isso em nada impede ou atrapalha o sucesso de seus trabalhos, até acredito que pode ajudar, pois tudo aqui é maravilhosamente ótimo e os atores conseguem dar vida, conceitos, excelência a todos os personagens que representam de forma singular. Algumas pessoas podem até discutir dizendo que Johnny e Helena estão sempre representando o mesmo papel, mas eu não vejo assim, para mim eles conseguem caricaturar sempre mais, conseguem ir além em cada personagem e mesmo que minimamente parecidos, não é a mesma coisa.

O submundo, as vezes o grotesco, o incomum, coisas relacionadas a vida e morte, tudo aqui é fato consumado nos filmes de Burton e digo a vocês que gosto um bocado de vários deles, dos filmes, para ficar claro. Alguns assisti mais vezes outros menos, mas sou fã inveterado do diretor. O tipo, um tanto quanto, gótico é maravilhosamente trabalhado em tudo que ele faz e confesso que me agrada bastante.

Estava em dúvida sobre qual filme resenhar para hoje, mas com indicação da Lindona, resolvi escrever sobre a Noiva Cadáver, que já deveria estar aqui há tempos. E aqui juntam algumas coisas: Animação; Tim Burton; cinema e sexta feira. Combinações excelentes. Kkkkkkk.

 

 

Victor Van Dort é um rapaz tímido, atrapalhado e que, por causa da subida de classe econômica dos pais, é prometido a se casar com Victoria Everglot, filha de aristocratas recem falidos. Os pais do casal são personagens estremamentos caricados, cheios te referencias físicas extravagantes. O pai de Victor é magro e cabeçudo, a mãe gordinha e bochechuda, o pai de Victória é baixinho obeso e a mãe é bem alta e magérrima. Victor e Victória são, digamos, compatíveis e se gostam quando se veem pela primeira vez, mas o improvável e impossível acontece.

Após tudo dar errado durante o ensaio do casamento, Victor está na floresta tentando recitar seus votos, ao conseguir pronunciar tudo e colocar a aliança no que acredita ser um galho seco, aves aparecem, o vento passa a soprar forte e uma noiva cadáver se levanta de debaixo da terra e diz sim ao pedido dele. Muito assustado, ele sai correndo e quando acredita ter despistado a assombração, Emily – a noiva – o alcança e leva para o mundo dos mortos.    

Depois de tentar enganar a todos no além túmulo e tentar voltar para o mundo dos vivos, Victor se depara com algumas coisas já mudadas e precisa tomar a decisão de continuar com Emily ou conseguir se casar com Victória.

A animação é meio sombria e alegre ao mesmo tempo, possui um humor ingênuo e mesmo assim consegue até mesmo envolver situações de assassinato e morte. O gótico aqui está escancarado por todos os lados e é um filme bem gostoso de se assistir em uma tarde de um sábado chuvoso, com uma pipoquinha de um lado e seu animal de estimação do outro (pra quem tem, é claro, pra quem não tem, pode ser uma companhia que gosta tanto de animação quanto você).

Postado em: Semana de Cinema
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