Semana De Cinema – O Ataque
por Ragner
em 27/09/13

Nota:

Ataque

Cenas iniciais já indicam quem é quem e quem irá fazer o que. Sem delongas ou mimimi, mas claro que com certa sutileza, para não ser mais explícito do que as cenas de ação que, claramente, querem elevar ao patamar de ator pauleira o nada novato Channing Tatum (digo à vocês que esse é o melhor filme dele). Algumas falas sobre os responsáveis por cada ato, seguidas pelo close em cada um deles deixam claro que o filme não intenciona fazer mistério ou deixar algo no ar. Aqui não há indiretas e tudo é lançado bem claramente para o telespectador.

Não sei exatamente o que ocorre com Hollywood, mas de tempos em tempos eles adoram lançar algumas vertentes cinematográficas de uma vez só. Aconteceu com Armagedon, Impacto Profundo e outras produções menores e agora temos em nossas salas filmes como esse que estou a resenhar e Invasão à Casa Branca. Assisti à ambos. O Ataque parece que teve uma produção mais bem elaborada, mas Invasão vale a pena ser conferido também. Se antes o filão era fim do mundo, agora parece que os E.U.A ensaiam situações de terrorismo em sua sede de poder. Antes eu acreditava até que algo predizia supostos desastres com asteróides e que em alguns anos poderíamos passar por momentos tensos em relação a isso, agora fica na minha cabeça o quanto americanos já antecipam ataques em sua capital. O que importa MESMO, é que filmes assim estão se tornando mais do que simples entretenimento, a história vende mais que apenas explosões, os atores não só saem no braço, eles agora estão pensando alguns movimentos à frente. O protagonista não é músculos desmiolado e aqui o coadjuvante (o Presidente no caso) também segura a arma.

 

Índice

 

O inimigo é interno. Pronto, falei. A nação que luta contra terroristas do mundo todo agora batalha assuntos internos que a cada pista desvendada, vai englobando assuntos que giram em torno de rancor e vingança. Temos um chefe da segurança cansado e amargurado que em sua 1º cena já demonstra seu descontentamento quando retira o broche da bandeira americana do peito. Acompanhamos um pai em crise com a filha, ele tentando reconquistar a confiança dela e ela, uma adolescente “independente”, idealizando um pai herói que poderia ser perfeito. Mas o pai não é um qualquer, é o herói do filme e TODOS sabemos o quanto o herói tem que passar por momentos complicados até atingir o patamar idealizado. É desacreditado, injustiçado, um zé ninguém no começo e que, com as agruras do caminho, depois passa a ser um referencial de coragem, honradez e capaz de tudo, quando ninguém mais pode resolver os problemas “impossíveis”.

 

ataque-e

A construção das cenas de ação do filme até parece uma comparação inegável com o conceito de “Duro De Matar”, desde a vestimenta do herói, como no 1º Duro e a distancia entre pai e filha, como no 4º. A ação é majestosamente coreografada e perfeitamente pontual. O filme não oscila entre ápices e vales de movimentação ou correria, aqui a história competentemente traça um contexto entre agitação e alívio sem perder o ritmo. Todo o contexto caminha muito bem, até mesmo entre mitos existentes sobre a Casa Branca, o preparo brutal armamentista dos terroristas e o exército de um homem só capaz de salvar a pátria. Entretenimento de alto nível.

 

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