Semana de cinema – O Poderoso no Oscar 2018 (1ª parte)
por Bruno Lisboa
em 26/02/18

 

O Oscar chega a sua 90ª edição e nós aqui do Poderoso, como cinéfilos que somos, sempre buscamos acompanhar a premiação. Desta feita dividiremos em duas postagens as nossas avaliações e apostas centradas nos oito filmes da categoria Melhor Filme que aliás, de antemão, trouxe à tona uma bela seleção de longas que perduraram por anos a fio no imaginário do espectador graças a um pertinente elemento comum: trazer a tona discussões político sociais de suma importância.

 

 

Sinopse: Winston Churchill (Gary Oldman) está prestes a encarar um de seus maiores desafios: tomar posse do cargo de Primeiro Ministro da Grã-Bretanha. Paralelamente, ele começa a costurar um tratado de paz com a Alemanha Nazista que pode significar o fim de anos de conflito. (Fonte: Cinemark)

Avaliação (Nota 4,5/5): Joe Wright, diretor deste longa, é exímio quando o assunto é ambientação e caracterização (quem já viu outros de seus filmes já sabe) e com O destino de uma nação não é diferente, pois a reprodução da Londres dos anos 40 é espetacular em todos os sentidos. Dizer que Gary Oldman é um grande ator é chover no molhado, mas a sua interpretação da figura de Churchill é estelar e digna de todos os prêmios que tem recebido.

E aí? Vai ganhar algum Oscar? Das 6 categorias que o filme foi indicado (à saber: filme, ator, design de produção, cinematografia, maquiagem e figurino)  o mesmo merece (e deve) faturar a premiação de melhor ator e (quem sabe?) melhor cinematografia.

 

 

Sinopse: Na Operação Dínamo, mais conhecida como a Evacuação de Dunquerque, soldados aliados da Bélgica, do Império Britânico e da França são rodeados pelo exército alemão e devem ser resgatados durante uma feroz batalha no início da Segunda Guerra Mundial. A história acompanha três momentos distintos: uma hora de confronto no céu, onde o piloto Farrier (Tom Hardy) precisa destruir um avião inimigo, um dia inteiro em alto mar, onde o civil britânico Dawson (Mark Rylance) leva seu barco de passeio para ajudar a resgatar o exército de seu país, e uma semana na praia, onde o jovem soldado Tommy (Fionn Whitehead) busca escapar a qualquer preço. (Fonte: Adoro Cinema)

Avaliação (Nota 3/5): Dirigido por Christopher Nolan Dunkirk (leia a nossa resenha aqui) não consegue inventar a roda no gênero guerra. Para piorar, passado o tempo (o filme foi lançado no meio do ano) o mesmo se comparado a O destino de uma nação (que tem enredo semelhante: a segunda guerra mundial e a batalha de Dunkirk) é muito inferior no quesito roteiro. Mas tecnicamente é impecável.

E aí? Vai ganhar algum Oscar? Das oito categorias que foi indicado (um exagero) é muito provável que o filme leve para casa os dois Oscars: edição e som. Mesmo tendo com grande corrente o bom Baby Driver Blade Runner 2049.

 

 

Sinopse: Chris (Daniel Kaluuya) é jovem negro que está prestes a conhecer a família de sua namorada caucasiana Rose (Allison Williams). A princípio, ele acredita que o comportamento excessivamente amoroso por parte da família dela é uma tentativa de lidar com o relacionamento de Rose com um rapaz negro, mas, com o tempo, Chris percebe que a família esconde algo muito mais perturbador. (Fonte: Adoro Cinema)

Avaliação (Nota 4,5/5): Estreia surpreendente do diretor Jordan Peele. Corra! tem como grande trunfo a subversão ao unir vários gêneros cinematográficos (drama, suspense, terror, comédia…) resultando num longa que diverte e nos aterroriza na mesma medida. Tenso, do início ao fim, e com grandes atuações o longa, como se não bastasse, ainda traz uma pungente crítica ao racismo.

E aí? Vai ganhar algum Oscar? Não. Porém se a academia não fosse tão “careta” Corra! mereceria o Oscar de roteiro original.

 

 

Sinopse: Christine McPherson (Saoirse Ronan) está no último ano do ensino médio e o que mais deseja é ir fazer faculdade longe de Sacramento, Califórnia, ideia firmemente rejeitada por sua mãe (Laurie Metcalf). Lady Bird, como a garota de forte personalidade exige ser chamada, não se dá por vencida e leva o plano de ir embora adiante mesmo assim. Enquanto sua hora não chega, no entanto, ela se divide entre as obrigações estudantis no colégio católico, o primeiro namoro, típicos rituais de passagem para a vida adulta e inúmeros desentendimentos com a progenitora. (Fonte: Adoro Cinema)

Avaliação (Nota 4/5): Estreia na direção Greta Gerwig, atriz que ganhou popularidade com o ótimo Frances Ha. Baseado na vida da própria diretora, Lady Bird aborda a busca da própria identidade na adolescência (período dos mais difíceis da vida) mas a diretora trata o assunto de forma adocicada e sutil. Ronan e Metcalf, entregam performances de raras beleza, neste bom filme sobre maturidade.

E aí? Vai ganhar algum Oscar? Não. Por mais que o filme tenha as suas qualidades Lady Bird não traz em si grandes inovações do gênero.

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