Semana de cinema – O regresso
por Thiago
em 26/02/16

Nota:

regresso

Você conhece Hugh Glass? Talvez não, eu sei. Então vamos partir da história deste explorador estadunidense, descendente de irlandeses. Ficou famoso não apenas por suas rotas e desbravamentos mas por sua história de sobrevivência enquanto estava em uma expedição em busca de peles de animais na região do rio Missouri. Após escapar com um pequeno grupo de um ataque indígena, acabou – no ano de 1823 – sendo atacado por um urso na região que hoje forma o estado de Dakota do Sul, nos Estados Unidos. Gravemente ferido foi deixado pelo grupo, que encarregou dois de seus integrantes para cuidarem  dele até que  morresse, enterrando-o e só depois se reunirem novamente com os restante dos exploradores. Depois de dois dias a dupla desistiu da missão, deixando Glass vivo e extremamente ferido esperando a morte iminente. Para surpresa dos dois e do resto do grupo, nosso aventureiro aparece vivo em um forte localizado a 400 quilômetros de distância de onde havia sido deixado cerca de dois meses atrás.

hugh

Não estou falando apenas do filme que pretende dar o Oscar ao Di Caprio, essa história realmente aconteceu e povoa o imaginário americano desde então. Além do mais esta é a segunda adaptação deste feito para o cinema, a primeira foi em 1973, com o filme Fúria Selvagem, onde Hugh Glass é interpretado por Richard Harris.

Em ambas histórias alguns elementos são adicionados para deixar a película mais atrativa e criar maior empatia do público com o protagonista, mas vamos nos ater aqui à versão de 2015, dirigida por c, conhecido pelos filmes Birdman, Biutiful, Amores Brutos, Babel e 21 gramas. Vale ressaltar que em “O regresso” Iñárritu está, assim como o filme, técnicamente impecável. Se Di Caprio, o filme ou o diretor não ganharem nenhum Oscar, o diretor de fotografia Emmanuel Lubezki ganha, sem dúvida nenhuma.

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Quanto as atuações, estão incríveis, tanto os personagens menores quanto o dueto entre Di Caprio e Tom Hardy. O filme foi elaborado para esse tal de Leonardo brilhar, e pela entrega física e interpretação pesada, principalmente nos grandes momentos em que seu personagem não fala, ele brilha. Entretanto não vejo como o melhor filme do ator, se ganhar o cobiçado Oscar será mais pelo conjunto de suas obras do que estritamente por essa.

di caprio

Enquanto isso temos Tom Hardy, num personagem (Fitzgerald) muito bem elaborado e interpretado, este sim está (segundo os cabelos que tenho debaixo do braço) em sua melhor atuação.

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Quanto ao filme, não nego que gostei, não nego o quanto me prendeu, mas não creio que seja merecedor de melhor filme, mas não duvido que aconteça. Iñárritu tenta dar um ar filosófico e espiritual a jornada do personagem principal que não funciona, me passou a impressão forçada.

Enfim, gostaria de dar 3 cafés e meio, mas como não posso arredondar pra cima e vou de 4 pingados.

Bom filme a todos!!

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