Semana de Cinema – Oblivion
por Ragner
em 26/04/13

Nota:

Oblivion-movie-poster

Mais uma ficção científica que, mesmo sendo um possível Blockbuster, agrega conceitos legais ao gênero. Sempre defendo que certas vertentes não devem se restringir à “lados b” e Oblivion consegue responder à altura. Há uns bons anos filmes assim estão sendo produzidos com esmero surpreendente e conquistando visuais fabulosos que enchem os olhos e certificam que o homem pode ser capaz de suportar o futuro, seja qual for. E dessa vez temos a lua destruída por invasores, o planeta tomado por tsunamis gigantescos, arrasado por terremotos colossais e nós revidando com ogivas nucleares que aniquila os inimigos, mas quase destrói de vez a Terra.

Em Oblivion a premissa do enredo verte por situações não tão originais, mas a forma que é contada e o argumento, sugerem certa inovação. Tom Cruise encarna novamente um personagem chamado Jack, mas desta vez se encarrega de salvar o mundo em quase uma missão impossível, pois a verdade não está lá fora e nem tudo é o que parece.

Sem dúvida algum os cenários, a fotografia, as cenas construídas são o que mais chama a atenção do filme e tudo aqui é quase que desértico, a Terra entrou em guerra com uma “raça” alienígena e aparentemente conseguiu vencer, mas o planeta está quase que desabitável e todos foram para uma das luas de Saturno (Titan). Jack é encarregado de proteger zonas territoriais, consertar Drones – automatos armados responsáveis pela segurança de enormes estruturas que captam água do mar, transformando em energia – e coletar resquícios da nossa civilização. Mas Jack não age somente pelo bem do planeta seguindo a voz de comando e as instruções de sua companheira – Victoria -, ele mantêm um pequeno oásis paradisíaco onde vai juntando tudo que ele considera importante para uma vida longe de toda a tecnologia e superficialidade que o futuro reservou para a humanidade.

Com o passar dos dias e com o crescimento de um sentimento recorrente que o atormenta em sonhos, algumas coisas vão acontecendo contrárias à normalidade. Uma cápsula com sobreviventes cai do espaço e Jack decide resgatar quem lá estiver. Com o perigo de alguns seres inimigos ainda viverem no planeta e a negação para o resgate que Victoria se coloca contra, Jack chega aos destroços. Droides chegam no local também e começam a destruir todas as cápsulas que veem pela frente, mas Jack se coloca à frente de uma, conseguindo salvar a vida de uma mulher – Julia -, que, por algum razão, é a mesma que invade seus sonhos. Mas antes que os dois possam voltar para junto de Victoria, são capturados e levados para longe do alcance das câmeras de vigilância espalhadas pelo mundo. Ao abrir os olhos, Jack vê que não há uma raça alienígena tentando mata-lo, e sim outros humanos vivendo às escondidas.

Podemos observar que Jack não quer desistir da Terra, podemos presenciar suas motivações e intenções que o faz diferenciado nesse novo mundo e após ele encontrar um livro (sim, isso foi algo determinante para ele ser escolhido) e enfrentar com a própria vida o quase destino mortal de Julia ao salva-la, outros humanos passam a depositar nele a crença de que o homem pode voltar a viver no planeta que aparentemente estava destruído.

Um aspecto que me chamou bastante a atenção no filme, foi o fato de possuir um comparativo com “Matrix”, ao deixar claro que nem tudo é o que parece ser e a realidade pode ser muito mais cheia de questões do que quando tudo indica um caminha já definido e certo. Vale demais a pena assistir.

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