Semana de Cinema – Planeta dos macacos: a guerra
por Thiago
em 28/07/17

Nota:

 

O terceiro filme da atual série Planeta dos macacos, e segundo dirigido por Matt Reeves, nos traz um César grisalho, vingança, drama, guerra, doença, bons efeitos especiais, ou seja, coisa pra caramba.

Para melhor entender e entrar no clima do filme (coisa que não aconteceu comigo), é aconselhável, ao menos, relembrar os anteriores. No primeiro filme, de 2011, dirigido por Rupert Wyatt, temos um mundo como o nosso, onde conhecemos o pequeno macaco César e sua transformação, evolução, nos trazendo um ótimo debate bioético e momentos excelentes. O segundo filme começa nos contando que dez anos se passaram e um vírus desenvolvido em laboratório se espalhou e praticamente dizimou a humanidade, que obviamente agora tem raiva dos simeos (o vírus tinha uma relação maior com os macacos que não lembro muito bem agora). Vemos os macacos evoluídos vivendo em sociedade, aprendendo com os mais velhos e liderados por um César mais experiente.

O terceiro filme temos um momento diferente, menos humanos e mais macacos, um futuro apocalíptico onde os humanos, em uma milícia chefiada por Woody Harrelson (que interpreta um Coronel), buscam eliminar César e seu grupo. Após o massacre de vários companheiros o personagem principal resolve buscar vingança contra o Coronel.

 

 

O filme está sendo aclamado pela crítica internacional e nacional, mas o mala aqui não gostou. Talvez eu não tenha entendido, talvez por ter visto Dunkirk no dia anterior com o Bruno (olha a resenha dele aqui), provavelmente o melhor filme do ano até agora ou talvez simplesmente por eu ser chato pra caramba, mas vamos aos meus argumentos.

Vou começar com o que gostei. Em primeiro lugar Andy Serkis tá impecável, o sentimento que ele consegue passar mesmo atras das camadas de tecnologia é digno de prêmios e aplausos. Falando em tecnologia, nesse filme o CGI e a atuação se mesclam de uma maneira que nunca vi (isso é o futuro). Outro ponto positivo é a carga dramática do filme. Agora chega de coisa boa e vamos pra treta.

 

 

Em primeiro lugar o filme é arrastado, lento e com muitas partes desnecessárias, que ao invés de contribuir para o expectador entrar no clima, conseguem apenas fazer com que o ritmo da história seja perdido. Falando em ritmo, tá ai o problema número 2, acelera, desacelera, ai coloca uma ou outra piada sem graça e na hora errada, ai desacelera mais, chegou a me dar sono, depois acelera tudo novamente. O alívio cômico é o problema número 3, a história é tensa, drama, o mundo em risco e resolveram quebrar o clima com um macaco engraçadinho e completamente equivocado, e pra ele eu digo apenas: NÃO.

Vamos a mais problemas, os buracos no roteiro são bem complicados. A história é boa, mas algumas soluções propostas forçam muito a barra.

Pra equilibrar vamos fechar com mais um ponto positivo, aqui tem o que faltou no primeiro segundo filme da série, fan service, algo extremamente importante para um remake de um filme de 68, que depois virou uma série na década de 70, e é inspirada num livro homônimo de Pierre Boulle, publicado em 63.

Vale a pena ver o filme? Vale sim, mas se prepare para um drama sério. Estou entre dar dois ou três cafés pro filme, como não me pegou e não estou de bom humor.

Obs: Matt Reeves deve dirigir o novo filme do Batman, e aí o que acha disso?

 

 

Bom filme, espero que gostem muito mais que eu.

 

 

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