Semana de Cinema – Quadrophenia
por Gabriel
em 31/08/13

Nota:

Quadrophenia

 

Quadrophenia chegou a mim em um curso online sobre a história do rock. O motivo? Representa uma fase importante da influência desse estilo de música sobre a juventude inglesa dos anos 60. Além disso, Quadrophenia é também o título de um disco conceitual do The Who, usado como trilha sonora da película. Não contente, a banda também produziu o filme e se envolveu nas filmagens, em 1979.

Os anos 60 na Inglaterra assistiram à divisão dos jovens em dois grandes grupos: os Mods e os Rockers. Os primeiros se vestiam com ternos de alfaiate, chapéus e vestidos; os segundos estavam sempre com vestimentas completas de couro. Os Mods cruzavam o país nas suas scooters; os Rockers andavam com motos simples. E os dois grupos se consideravam inimigos, com direito aos bons e velhos encontros violentos em meio à cidade.

Neste contexto encontramos Jimmy, o personagem principal desta estória. Jimmy se considera um Mod, porque “quer ser diferente” e “ser alguém”, em suas próprias palavras. Mas, de dia, sua vida pacata o incomoda e o garoto extravasa nas suas noites de festas regadas a rock e pílulas azuis. Esta combinação de frustração com a vida real e ilusão de que a sua vida das noites poderia ser a saída faz com que Jimmy se perca, principalmente após uma grande briga de gangues que dispara uma série de infelicidades.

Quadrophenia tem um roteiro bem interessante, principalmente se considerarmos que é um filme feito para retratar um álbum. É claro que é um álbum do The Who, o que aumenta as chances de acerto; mas ainda assim foram poucas as vezes em que esta combinação deu certo.

As cenas de brigas de gangues ou cenas de paisagens filmadas em Brighton, cidade litorânea da Inglaterra, têm um apelo visual impressionante e deixam o filme ainda mais interessante.

The Who, bom roteiro, fundo histórico, briga de gangues (com direito a cenas bem filmadas e convincentes), um toque de romance e intrigas pessoais… Quadrophenia apresenta tudo isso. Mas, como se não fosse o bastante, o filme ainda nos traz um personagem loiro, com trejeitos de “David Bowie da briga de gangues”, que rouba a cena sempre que aparece. O ator é nada mais nada menos que Sting, o vocalista do The Police (você pode até achar que não conhece, mas já ouviu algo deles, acredite), e o seu personagem vale o filme por algumas cenas cômicas ou por sua postura em meio às brigas de gangues. Só mais um motivo para ver este ótimo filme, recomendadíssimo.

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