Semana de Cinema – Rogue One
por Patricia
em 21/12/16

Nota:

Star Wars é uma daquelas franquias com fãs inveterados. Aqui no Poderoso, aliás, você pode conferir nossos comentários sobre a Primeira Trilogia e a Segunda. Também falamos sobre O Despertar da Força – mais recente filme da franquia.

Rogue One nos apresenta a um Universo Star Wars antes do Episódio IV e apesar de ser um standalone – ou seja, um filme que não deverá ter continuação (pelo menos é a informação até o momento) – se encaixa na série explicando a origem da vantagem dos rebeldes quando descobrem os planos para derrotar a Estrela da Morte que acabam nas mãos da Princesa Léia (cena que vemos no episódio IV).

Em Rogue One, um grupo de rebeldes descobrem que o Império está construindo uma arma letal que pode destruir planetas inteiros. A história chegou até eles através de um piloto do Império que desertou para ajudar os rebeldes. O piloto diz ter sido enviado por ninguém menos que Galen Erso – um dos nomes mais importantes do Império para a construção de armas. Erso, veja só, construiu a Estrela da Morte MAS, em uma tentativa de se retratar da destruição para a qual contribuiu em seus anos trabalhando para o Império, ele colocou uma falha fatal no projeto.

A primeira cena do filme nos apresenta à família Erso, vivendo no meio do nada. Porém, o Império logo aparece para buscar Galen que havia fugido de modo a obrigá-lo a continuar criando armas imperiais. Jyn Erso, sua filha pequena, foge quando seu pai é preso e acaba sendo resgatada e criada pelo rebelde Saw Gerrero. É assim que ela conhece a luta dos rebeldes mas se sente alheia a tudo até ser resgatada da prisão por eles – para não carregar o estigma do nome Erso, Jyn muda de nome e passa a viver como uma ladra qualquer. Os rebeldes acreditam que com a ajuda de Jyn podem descobrir a verdade sobre a Estrela da Morte.

Jyn vai descobrir quem é seu pai e o que ele criou. Mas também vai descobrir a falha no projeto e é assim que ela se tornará uma rebelde. Enquanto tenta descobrir os planos da Estrela da Morte, ela também tentará salvar seu pai das garras do Império. O mote de uma relação difícil entre pais e filhos se repete aqui da maneira mais básica e, francamente, cansativa (pai de um lado e filha do outro). Não é um enredo inovador nesse quesito e rende cenas padrões entre pai e filha (e não digo mais porque vai ser um spoiler..rs).

O que temos aqui é o mesmo universo de Star Wars  – as criaturas variadas, os robôs com personalidade própria que rendem cenas divertidas, a ação que quase não para nas telas com um Darth Vader poderosíssimo – aliás, acredito que um dos pontos principais de toda a série está em Vader. Para mim, é o vilão que dá o tom dos filmes. Quanto mais forte o vilão, mais o “herói” tem que se empenhar para derrotá-lo e, assim, acaba ficando mais forte. Em suma, um vilão xoxo rende um filme xoxo. E a prova de que Vader é fantástico é que em Rogue One com pouco tempo de aparição, ele entrega algumas das melhores cenas do filme todo. Sem contar que a Marcha Imperial segue sendo um dos melhores prelúdios de morte da história do cinema (digo eu).

Star Wars tenta se reinventar desde que a Disney comprou os direitos da série em uma tentativa de atrair um novo público para a franquia que já é cultuada há muito tempo por um público mais velho. E ainda que atuações dramáticas não sejam o forte da série, ela contam com bons atores que entregam o que precisam. As sequências de ação são boas e o mundo criado por George Lucas continua a ser impressionante em seu tamanho e nível de detalhe.

Rogue One não tem Jedis, o que pode ser um pouco estranho para os fãs (e eles fazem falta) mas ainda é um bom filme de ação que apresenta mais um pedaço do quebra-cabeça que é a luta da Força contra o Império enquanto mantém o público que hoje conta com muitas outras distrações, interessado na série. Não é um filme essencial, mas diverte.

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