Semana De Cinema – Valente
por Ragner
em 25/12/12

Nota:

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Sim! Sou apaixonado por animação. Sim! Quem me conhece já sabe. Estava mega ansioso para assistir “Valente” e de cara já fiquei deslumbrando com a qualidade do trabalho. Com o tempo as animações estão ganhando mais espaço e o respeito por elas fazem com que o emprenho na produção aumente. Se Procurando Nemo já era lindamente show de bola, as que se seguiram tinham um desempenho melhor e Valente consegue me deixar de boca aberta. Beira a perfeição o trabalho técnico e de fotografia. Mesmo que a história seja mansa e ainda não envereda por questões mais densas, tudo é muito lindo e a fantasia entrega o que promete.

Tudo começa com um grande clã celebrando o aniversário de Merida, uma pequena princesa impulsiva e cheia de vida. Enquanto todos parecem felizes, o ataque de um velho urso a aterroriza e seu pai, o Rei Fergus o enfrenta, junto com seus guerreiro. Já com os anos passados, ela cresce e se torna uma jovem rebelde que não aceita os velhos costumes e deseja, com todas as forças, seja como for, trilhar seu destino da forma que lhe convêm  Já em idade para se casar, ela se revolta com a obrigação de desposar um filho herdeiro dentre os 3 outros clãs existentes. Ela os humilha em uma disputa de arco e flecha e, depois de uma feia discussão com sua mãe, a rainha Elinor, ela foge para a floresta, onde encontra uma bruxa trilouca, que prepara um feitiço para realizar seu desejo.

Ainda bastante motivada a fazer com que a rainha aceite sua decisão, Merida não se preocupa com a irresponsabilidade de seu pedido. A mãe é transformada em urso ao comer um bolinho enfeitiçado… Rapidamente uma tem que aprende a conviver com a outra, a entender a outra, mesmo não podendo se comunicar entre si e vão percebendo que o feitiço começa a transformar de vez a humanidade de Elinor em uma condição animal, da qual, após o raiar do 2º dia a rainha não poderá voltar ao normal. A transformação será definitiva. Uma corrida que percorre o caminho entre aceitação, entendimento e amor tem início para ajudar Merida a crescer e uni-la mais à sua mãe.

Pensei que poderia ser mais obscuro, mas não posso esquecer que se trata de uma animação que agrada também a crianças e o clima não poderia ser tão pesado.

A moral da história aqui tem a ver com o conserto, por nós mesmos, dos nossos erros. Do descobrir o que devemos aprender, sem a ajuda direto dos outros. As vezes nossas ações são somente rebeldia, são ações ignorantes e sem pensar nas consequências. As vezes podemos consertar, as vezes não há volta. Nosso orgulho é mesquinho e intolerante e isso pode causar grandes transtornos. Temos que ter consciência do que desejamos, pois devemos ter cuidado com o que queremos, cuidado com suas vontades. Pode acontecer e pode não ser da forma que imaginávamos perfeitamente e o resultado por ser extremamente desastroso.

Aproveitando que é época de festas de fim de ano: Natal; Reveillon. Onde todos desejam renovação e melhorias. Que nossos pedidos sejam de muita responsabilidade e bom senso. Não podemos esquecer que vivemos em um meio social. Não podemos esquecer que não estamos isolados em um monte ou uma floresta. Somos animais políticos, que vivem em comunidade. Nossas vontades muitas vezes interferem na vida do outro. É preciso que nossas intenções não sejam unicamente particulares e egocêntricas.

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