Semana De Cinema – Warcraft
por Ragner
em 22/08/16

Nota:

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Décadas atrás (início dos anos 90) meu pai comprou um computador com sistema operacional DOS. Com o tempo foi evoluindo, ganhando componentes novos e depois mais outros sistemas foram instalados. Eu adorava alguns joguinhos que eram sensações na época. Com o passar dos anos e outros jogos sendo lançados, com gráficos melhorados, eu ficava antenado ao que meu pai comprava (ele era o amante de tecnologia) e sempre torcendo para que mais jogos legais estivessem por perto. Depois que a variante de RPG (role-playing game) passou a ser moldada para os PCs, jogos como Age Of Empires, Diablo e Warcraft apareceram lá em casa. Pai foi comprando tudo o que saia de AOE (que eu amava jogar também), mas foi pelo primeiro Warcraft que eu fiquei apaixonado (pena que tínhamos apenas a versão demo dele).

Esse ano saiu sua adaptação para os cinemas (tomara que seja modelo para esse segmento, há tempos esquecido na tentativa com Lara Croft). Warcraft é um filme de duas horas que passa bem rápido. Me senti no jogo em algumas cenas. A história se desenrola ao seu tempo, o enredo não tem tanto mistério, parece que foi escrito para explicar mesmo como as duas raças passam a lutar entre si e tudo vai acontecendo sem altos e baixos. Não há embromação, mas há o pecado do clichê,  que é um ponto fraco em todo o filme.

Um povo – Orcs – precisa mudar de mundo – Draenor, o planeta dos orc -, já que o seu está quase destruído. Um outro mundo – Azeroth, o planetas dos humanos – se sente invadido e precisa se proteger. Um líder Orc (Durotan – chefe do clã dos Lobos De Gelo) percebe que seu povo está sendo usado como arma por um maligno feiticeiro e então se sente no dever de proteger sua família. Nesse novo mundo, um comandante das forças reais (Lothar – Cunhado e amigo do Rei) precisa proteger sua raça e ainda decidir em quem confiar para destruir um poder jamais visto. Um grande mal pode destruir a todos e alianças precisam acontecer, mas antes, confianças devem ser conquistadas e outras batalhas vencidas. Ao meu ver, o grande problema do filme é que o clichê é o responsável pela treta toda. Uma pena.

O que achei fantástico foi como tal adaptação conseguiu captar a atmosfera do jogo em alguns momentos, como em algumas situações de ação e interação entre os inimigos. As batalhas me fizeram recordar mesmo algumas jogadas que via no PC. Toda a tecnologia que temos atualmente foi deveras bem aproveitada em um filme que precisava de excelentes cenas de computação gráfica e captação de movimento. Warcraft dá o que promete nesse quesito e merece aplausos.

Quero mais filmes de Warcraft, quero saber sobre o futuro de alguns personagens, quero mais construção de efeitos especiais que me façam sentir dentro de um jogo e outras historias com reviravoltas mais bem elaboradas do que esta. Quero mesmo que possa desenrolar uma boa série com o que fica no ar ao final do filme. Warcraft não é o primeiro filme sobre jogo, mas pode representar um diferencial nessa área. Gostei de dar 4 canecas, mas ainda anseio por prestigiar com 5 doses fortes e deliciosas.

P.S.: Outro ponto que me agradou bastante no filme foi a atuação de Travis Fimmel, que é o Lothar. Ele é o Ragnar de Vikings. Aqui ele tem cabelos, em vikings está careca. Continua barbudo e como Lothar ele lembra um bocado Ragnar. Como sou fã do Rei Viking, dificilmente não seria do comandante de Azeroth.

 

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