Semana de Cinema – Warrior
por Ragner
em 26/10/12

Nota:

Filmes de luta… Sou mesmo muito aficionado por filmes assim. Assisti à todos do Bruce Lee (lutando), vários do Jackie Chan, Jet Li, Chuck Norris, Dolph Ludgren, Tony Jaa, Steven Seagal, Jean Claude Van Damme, Jason Statham e aos do Stallone como ROCKY BALBOA (entre outros vários atores).

Dessa vez não temos um ator lutador conhecido que chega quebrando tudo ou descendo o braço em todo mundo, temos uma história muito mais profunda tendo a sensação das lutas como fio condutor.

A trama do filme segue com a história de dois irmãos, separados pelo rancor e pelo passado onde o pai bêbado batia na mãe.  O irmão mais novo – Tommy – sofre pelas mortes de amigos na guerra e mais velho – Brendan luta diariamente para manter a casa e a família. Enquanto um, revoltado com todos e com ele mesmo, volta à casa do pai para que esse o treine para um campeonato de Artes Marciais Mixtas, o outro participa de algumas lutas pequenas para cobrir o que falta na grana do mês, até descobrir o mesmo campeonato e ver que ai existe a chance de resolver seus problemas financeiros. Ambos viviam fugindo do pai alcoólatra, mas a luta acaba os unindo novamente. O pai é ex-lutador de boxe e os dois já foram lutadores também.

Tommy é um tigre querendo se libertar, violento, feroz, Brendan é controlado, pesa suas atitudes e reflete sobre o que faz. Enquanto um luta para viver sozinho, o outro batalha para viver com sua família. Ambos são guerreiros na vida e só a luta os reaproxima. O mais velho é um professor cheio de dívidas e o mais novo tem uma dívida de honra para pagar. Enquanto um busca salvar sua família, o outro busca redenção ao tentar cuidar da família de um amigo que morreu ao seu lado. Ambos combatem as dificuldades da vida da melhor maneira possível, da forma que sabem. O treinamento para o campeonato é pesado, as cenas de treino encorajam os amantes das artes marciais a querer lutar ou voltar a lutar. Percebemos os estilos bem definidos que particularizam a personalidade de cada um (o que é fantástico para o filme).

As intrigas familiares, os defeitos de cada pessoa, os vícios e virtudes de cada um (dos irmãos e pai), são trabalhados a ponto de não se tornar pedante ou serem descartados. O que define o caráter deles está muito bem representado, o que os fez se distanciar e o que os aproxima novamente é trabalhado o filme inteiro.

Nick Nolte (pai) está SURPREENDENTE, Tom Hardy (Tommy) é o cara escolhido para interpretar BANE (o cara é mesmo EXCELENTE ator) e Joel Edgerton (Brendan), que confesso não recordar de outros filmes, faz o papel de um professor diferenciado do ensino médio e de cara já gostei, kkk.

As lutas são coreografadas com uma precisão FORMIDÁVEL e a luta final em especial, as cenas finais da luta em questão são fortes, rola quase de chorar, junto com a música que emociona. Pai e filho mais velho trocam olhares, enquanto o mais novo busca a redenção. O round final é lento, estudado e Brendan sabe o que tem que fazer, sabe o que precisa fazer. Perdões e desculpas acontecem ali no ringue, só entre os dois. O mundo fica centrado no sentimento e na alma dos dois irmãos, FANTÁSTICO.

O M.M.A. serve como pano de fundo na trama que me parece muito com a de Rocky, defendo que Warrior faz para o M.M.A. o que Rocky fez para o Boxe. Tais esportes são trabalhados no contexto mais íntimo e humano possível, transcende o simples aspecto físico e bruto das lutas e alcança o patamar psicológico e cultural que é permitido perceber. As artes marciais encorajam os praticantes a buscar cada vez mais uma maneira de enfrentas suas limitações e confrontar o desespero inconsciente que as dificuldades diárias nos confere. O filme MERECE ser assistido e fazer parte da coleção, até, de quem AMA o gênero.

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