Links
por Poderoso
em 04/12/15

MUITOS-2

Em nossas andanças pela internet, muitas vezes encontramos links valiosos, que rendem leituras interessantes mas que acabam se perdendo no mundo da interação constante. Nem sempre é possível dividir tudo o que encontramos ou um post singelo nas mídias sociais acaba se perdendo no ruído. Por isso, toda 6ª o Poderoso vai reunir os melhores links sobre literatura e cinema que encontrarmos nesse mundo sem fim da internet.

Os eleitos dessa semana são:

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O que faz uma boa biografia? Uma grande vida ou um grande biógrafo?: Partindo dessa pergunta, Ruy Castro conversou com o pessoal do Super Libris sobre o papel do biógrafo em uma entrevista excelente em vídeo. O bate papo tratou de temas como a história das biografias, o mercado brasileiro atual, como escrever biografias, parcialidade, autobiografia X biografia e muito mais. Castro é autor de excelentes obras biográficas como Carmen (sobre Carmen Miranda), Estrela Solitária (sobre Garrincha), entre outras. (Via Super Libris)

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O árduo trabalho de organizar as estantes: Estou sempre em busca de idéias para organizar as estantes e manter um controle razoável do que tenho e tudo o mais. No blog, Lendo.org você encontra algumas dicas tanto de organização quanto de controle (inclusive com a possibilidade de baixar uma planilha para catalogar seus livros).

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Fechando as portas: A adorada editora Cosac Naify anunciou essa semana que fechará as portas. Não teremos mais as edições maravilhosas, feitas por quem claramente GOSTAVA de livros e que faziam tantos babar. A Cosac Naify atualizou todas as nossas definições de beleza na literatura com edições fantásticas que provavam que forma e conteúdo poderiam sim andar unidas sem que uma perdesse com a outra. Vale ler a matéria com Charles Cosac sobre os motivos que levaram a essa decisão e vale, também, ler o texto do autor americano Benjamin Moser que reproduzimos na íntegra:

No meio de tanta lama tóxica, tento descobrir sempre alguma coisa positiva nas notícias do Brasil. Não é fácil, mas às vezes consigo. Até a Lava Jato dá a esperança de que, por fim, a corrupção está sendo combatida.

Não consigo descobrir nada positivo na notícia que me chegou no meio da noite: que a Cosac Naify, que publicou o meu Clarice, e que ia publicar o meu Sontag, vai fechar as portas. Durante 20 anos tem dado um estímulo inestimável à cultura brasileira.

Para os leitores que têm menos de 30 anos, talvez seja difícil imaginar a decadência em que se encontrava o livro brasileiro nos anos 90, quando a Cosac abriu as portas. Com poucas exceções, os livros eram de uma qualidade execrável, daqueles que custavam cem reais e que caiam aos pedaços quando você os abria.

Chegou a Cosac, que fizeram livros não somente melhores do que existia no Brasil mas que — ouso dizer — não tinham comparação em qualquer país do mundo. E com um gosto maravilhoso que trouxe ao país centenas de escritores e artistas que haviam sido ou esquecidos (no caso de muitos brasileiros clássicos) ou desconhecidos (por nunca ter sido traduzidos).

Além disso, foram sempre de uma gentileza e de uma generosidade enormes comigo. Ajudaram a conquistar toda uma nova geração de leitores para Clarice Lispector. Deixo aqui, pois, a minha gratidão a todos que fizeram essa editora que, faz tempos, já virou histórica.

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O poder da leitura: Falamos essa semana no Poderoso do livro “Quando os livros forma à guerra”  que estabelece uma ligação direta entre controlar a cultura e manipular nações. A importância do livro é altíssima. E Luis Antônio Torelli, presidente da Câmara Brasileira do Livro, concorda. De fato, ele publicou um texto que fala exatamente disso e do papel da leitura no processo de formar um cidadão. Vale a pena conferir! (Via Publishnews)

A comunicação de massa integra o ser humano no seu tempo e no seu espaço. Porém, a leitura o redime como cidadão, cujas prerrogativas só se exercem de modo pleno à luz do conhecimento. Por isso, precisamos manter inesgotável esforço, mobilizar todos os recursos necessários e promover o máximo engajamento da sociedade civil e do setor público para que a causa do livro seja vitoriosa. O desafio é imenso, considerando que ainda é muito baixo o índice de leitura no Brasil, de 1,7 livro por habitante/ano.

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Clarice na lista dos melhores livros de 2015: A maravilhosa Clarice Lispector entrou na prestigiada lista de melhores livros de 2015 do New York Times. A lista conta com nomes de peso da literatura contemporânea como Miranda July, Toni Morrison, Ali Smith, Karl Ove Kausgaard, Jonathan Franzen, entre outros. O jornal alega que Clarice foi uma das “verdadeiras originais da literatura latino-americana”. A resenha do livro feita pelo jornal também é digna de leitura (em inglês). (Via Brasil Post)

 

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