Resenha – A Face Serena
por Juliana Costa Cunha
em 18/03/19

Nota:

Comecei a ler a Maria Valéria Rezende por seu livro mais recente, lançado pela Penalux e selecionado como um dos finalistas do Prêmio Jabuti de 2018. Muitas pessoas já me falaram da autora e indicaram, considerando que eu iria gostar. Acertaram!

A autora tem um percurso de vida bem interessante. Nasceu em São Paulo, em 1942, é pedagoga e mestra em sociologia. É freira e feminista. Desde os anos 60 dedicou-se à educação popular. Atualmente vive no estado Paraíba e, apenas em 2001 começou a publicar seus escritos, lançando o Vasto Mundo. Foi indicada a diversos prêmios literários no brasil e no mundo depois de sua estréia na literatura.

Tenho outro livro dela em casa, o Quarenta Dias, o qual recebeu o Prêmio Jabuti . Pretendo lê-lo em breve. Comecei por este, A Face Serena, por ser um livro de contos, em sua maioria curtos. Leitura rápida para tempo ocioso no trabalho. Mas isso não quer dizer que seja uma leitura sem profundidade.

A escrita da autora é bem coloquial neste livro (imagino que nos outros também). Seus contos abordam temas como a infância, a velhice e a morte. As personagens aqui estão em processo de autoconhecimento e também de amadurecimento a partir de seu contato com outras pessoas.

São vários tipos de pessoas e várias histórias narradas. Todas passam pelo processo de mortes simbólicas e reais, sem muitas explicações por parte da autora (o que me parece ser uma característica dela). Os contos são tocantes. E me remeteram muito à nossa vida cotidiana. E a tantos e tantos percalços ao longo do dia a dia.

Iniciei pelo último livro escrito da autora e me dei bem. Pois pelo visto, e assim espero que seja, Maria Valéria Rezende ainda vai nos presentear muito com suas narrativas.

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Livro enviado pela editora

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