Resenha – A mão de Celina
por Patricia
em 28/07/14

Nota:

Unknown

Eu não sou das maiores fãs de histórias sobre zumbis, vampiros e o sobrenatural. Vampiros ainda tenho algumas preferências, mas no geral, não são livros que escolho ler sempre.  Justamente por isso, minhas expectativas para ‘A mão de Celina’ estavam bem neutras.

O livro começa narrado por Eduardo que perdeu a namorada – Celina – há 5 anos e ainda não conseguiu superar todos os estágios do luto. Sua vida anda parada, sem muito sentido e ele segue no piloto automático. Até que um dia ele decide que só tem um jeito de resolver isso: se matando. Ele vai até o último andar de seu prédio e está pronto para pular quando é puxado de volta por um menina um pouco estranha de cabelos roxos. Ele descobre que seu nome é Janaína e nada mais. Ela some logo depois.

Intrigado, ele tenta encontrá-la sem muito sucesso. Acontece de um belo dia, ela entrar no elevador e dali eles engatam uma amizade colorida que nos apresenta ao ciúme de sua ex-namorada. Mas como pode ser se ela está morta?, você pergunta. E eu respondo: pare de ser inocente. Ela está morta sim, isso é certo. Mas começa a se manifestar toda vez que Jana visita o apartamento de Edu: deixando mensagens no espelho; ligando e desligando o rádio e a luz; destruindo um aquário.

Começa um processo estranho de questionamentos do que é real ou não.

Temos 3 versões de histórias aqui: o diário de Eduardo na época de Celina, o Eduardo de agora e o passado de Jana. Essas versões alternam-se em capítulos. Apesar de soar complicado, a estrutura não ficou confusa. Dá para acompanhar com certa clareza e fluidez. Cada capítulo acrescenta mais algum detalhe importante ao enredo. Aos poucos, vamos entendendo que essas histórias se cruzam de mais maneiras do que apenas um caso sobrenatural.

Quanto aos personagens, tenho sentimentos mistos. Gostei da criação de Celina. Ela é crível ainda que não seja dessas bandas. Jana em alguns momentos irrita. Ela se diz durona, que não foge de um desafio, mas está sempre pronta para sair correndo quando alguma coisa dá errado. Depois ela se redime, mas em alguns momentos parece mais uma questão de chamar atenção do que qualquer outra coisa. Edu é um personagem x. Tem partes em que ele está bem, partes em que ele está chato e totalmente passivo. Então são personagens que podem agradar ou não dependendo do que o leitor procura.

O livro é bem escrito, o autor fecha a história de maneira clara. Só senti que poderia ser mais objetiva. Muitas partes poderiam não estar no livro e não mudaria nada. Algumas partes são enfadonhas. Se você conseguir superar isso, pode encontrar mais do que uma conto sobrenatural, mas uma história de amor, que é o que o livro é de verdade.  Não é uma história ruim, é bem construída e o fechamento é crível.

É um bom livro para a estréia de uma editora, ainda que seja possível encontrar pontos a melhorar. A edição é simples e dá conta do recado. Indico para quem curte aquele tom sobrenatural em uma história romântica. 🙂

***

O livro foi enviado pela editora. 

Editora Os Dez Melhores - Você e Mais NoveEditora Os Dez Melhores - Você e Mais Nove

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