Resenha – A metade sombria
por Ragner
em 05/06/19

Nota:

Mais um King para nós! Mais uma leitura que me faz aumentar o gosto por esse escritor formidável. E mais uma história cheia de terror e suspense (mestre é mestre). Stephen King já possui uma grande galeria de resenhas no Poderoso e se depender de mim, só aumentará (minha biblioteca agradece). Hoje temos A metade sombria e foi com esse livro que descubro outras referências literárias deveras interessante.

O significado do termo doppelgänger (que já aconteceu em Outsider) aprendi aqui e também que o mestre já se utilizou de um pseudônimo – Richard Bachman. A metade sombria possui algumas coincidências com a carreira de escritor, pois não é um livro autobiográfico, mas tanto o pseudônimo de King quanto o do protagonista são deveras mais sombrios (os livros assinados como Bachman são ainda mais perversos e brutais) e tiveram um fim.

Aqui temos a história de Thad Beaumont, que também escreve sobre o pseudônimo de George Stark. Com a assinatura de Stark, Beaumont ganhou maior público e tinha uma escrita bastante agressiva. Antes de tal faceta ser exposta, o criador decide enterrar a criatura e ele mesmo assinar seus livros. Mas com o “passado violento”, Stark fica deveras incomodado com tal dispensa. E como Thad deixa sempre muito claro, sua outra face é “um cara não muito legal“.

Logo depois da publicação de uma entrevista onde Beaumont expõe seu pseudônimo, o mata e o enterra (com direito a sepultamento e foto da cova), terríveis homicídios ocorrem na cidade. Aparentemente tudo indica que o responsável pelos crimes é Beaumont e tem tudo a ver com o modo violento descrito nos livros assinados por Stark. Essa caracterização de dupla personalidade norteia os acontecimentos do livro, com uma dica preciosa já no capítulo inicial.

A metade sombria se passa em Castle Rock, já mítica cidade, diversas vezes citada em outras obras de Stephen King (outro motivo para lê-lo e entender melhor o universo expandido de seus livros) e também é possível encontrar referências para outros livros (entre elas, spoiler até).

Stephen King, a cada leitura, se mostra maior do que apenas um escritor, sua criação literária se expande em cada livro e nós leitores só temos a ganhar.

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Livro enviado pela editora

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